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Problemas burocráticos impedem Fernando Lugo de reconhecer seu segundo filho

Internacional|Do R7

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Assunção, 22 jan (EFE).- O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo não completou nesta terça-feira no Registro Civil os trâmites necessários para reconhecer seu segundo filho homem, como prometera em meados de 2012, devido a alguns problemas de documentação. O advogado de Lugo, Marco Fariña, explicou que foi até o escritório de Registro Civil com uma procuração assinada por Lugo para finalizar o processo, mas não conseguiu completá-lo pois no local pediram a ele uma cópia do documento de identidade do ex-mandatário. "Uma senhora que não se identificou nos disse que não podia dar prosseguimento ao registro. Eles estão provocando uma situação com interesses políticos, demonstrando uma animosidade com Lugo, algo que nunca ocorreu quando ele era presidente", afirmou Fariña em entrevista à rádio "Primero de Marzo". O advogado considerou que não era necessário apresentar a cópia do documento de identidade pois estava com a procuração com a assinatura de Lugo, que foi destituído da presidência em um controvertido julgamento político em 22 de junho do ano passado. O diretor do Registro Civil, Néstor Stellato Mojoli, explicou que toda pessoa que desejar registrar uma criança deve apresentar o documento de identidade. Lugo quer completar o processo de filiação de seu segundo filho homem, de dez anos de idade e fruto de uma relação com a enfermeira Narcisa Delacruz, de 43 anos. O ex-mandatário confirmou duas semanas antes de sua saída do cargo que tinha iniciado os trâmites legais para reconhecer a criança, o que gerou um novo escândalo. Narcisa relatou contou que o menino nasceu de uma relação surgida quando visitou Lugo, então bispo católico de San Pedro, a região mais pobre do país, na busca de ajuda e conselhos após ter se separado de seu marido, com quem teve quatro filhos. A mulher é a quarta que assegura ter tido filhos com o ex-presidente, que após a primeira denúncia pública, em 2009, admitiu ser o pai de Guillermo Armindo, que naquela época tinha três anos. O primeiro escândalo surgiu depois de uma denúncia da mãe da criança, Viviana Carrillo, e poucos dias depois surgiu a história de Benigna Leguizamón, que luta para que Lugo assuma a paternidade de seu filho, agora com 10 anos. Lugo concorre atualmente a uma cadeira no Senado pela opositora Frente Guasú, coalizão de grupos minoritários de esquerda, nas eleições gerais de 21 de abril. EFE rg/dk (foto)

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