Processo de paz em Israel foi patrocinado por quatro presidentes americanos
Internacional|Do R7
Redação Central, 20 mar (EFE).- Quatro presidentes americanos patrocinaram o processo de paz entre israelenses e palestinos desde a Conferência de paz de Madri sobre o Oriente Médio de 1991, que pôs fim a mais de 50 anos de guerras e instaurou a fórmula de "paz por territórios", ainda vigente. A visita que o presidente Barack Obama faz a Israel - incluindo territórios palestinos - é mais um passo na inacabada corrida pacificadora começada por George Bush na Conferência de Madri, e retomada pelos ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush. Apesar das várias cúpulas realizadas desde então, restam os temas mais espinhosos, como a questão de Jerusalém - reinvidicada por ambos os Estados como capital e o restabelecimento das fronteiras estipuladas antes da Guerra dos Seis Dias. O processo foi interrompido pela violência gerada por ambas as partes (duas revoltas, atentados suicidas, operações militares israelenses em Gaza, muro de separação construído por Israel na Cisjordânia para evitar atentados e a ampliação das colônias judaicas em território palestino). Depois da Conferência de Madri, as duas partes começaram secretamente um diálogo em Oslo, em 1992, e no dia 13 de setembro de 1993, o então Ministro do Trabalho de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da OLP, Yasser Arafat, propuseram os primeiros fundamentos da paz, assinados em Washington na Declaração de Princípios, que outurgou a autononmia para Gaza e Jericó. Apesar do atraso bastante significativo em relação ao calendário previsto, foram sendo cumpridas as condições do pacto. No entando, o assassinato de Rabin em novembro de 1995 e a vitória do direitista Benjamin Netanyahu nas eleições isrealenses de 1996 interromperam as negociações. O último acordo representativo (em outubro de 1998) foi assinado na cidade americana de Wye Plantation sob mediação de Bill Clinton entre Netanyahu e o presidente palestino, Yasser Arafat, e incluía uma nova retirada israelense de 13,1% da Cisjordânia em troca de maiores garantias de segurança para Israel. As demais cúpulas falharam na recuperação da paz, entre elas Camp David II no ano de 2000, também patrocinada por Clinton, embora desta vez o interlocutor israelense tenha sido o então primeiro-ministro, Ehud Barak. Uma consequência disso foi a explosão da Segunda Intifada, em setembro desse mesmo ano, depois de uma visita de Ariel Sharon, líder da oposição, à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. A paz nunca esteve tão próxima quanto naquela ocasião - segundo alguns meios de comunicação -, quando Barak ofereceu a Arafat 90% da Cisjordânia para um Estado independente, recebendo compensações com terras dentro do Estado judeu pelos restantes 10% que seriam anexados a Israel. O preço que Barak exigia a Arafat era o de manter a plena soberania israelense em relação a Jerusalém, apesar de lhe ceder o controle dos lugares sagrados islâmicos da cidade (ponto que era inaceitável para os palestinos, junto com o direito ao retorno por parte dos refugiados). Outra tentativa foi a de Taba (Egito), em 2001, que fracassou com o agravamento da violência, e a cúpula de Annapolis em 2007, presidida por George W. Bush, mas já sem a presença de Arafat, que faleceu em 2004 e foi substituído por Mahmoud Abbas. O grande encontro posterior aconteceu no dia 3 de setembro de 2010 em Washington sob a mediação de Obama, quando foram retomadas as negociações diretas, suspensas após a operação "Chumbo Fundido" realizada na Faixa de Gaza, em dezembro de 2008, em resposta ao lançamento de foguetes por parte de milícias palestinas. Estas negociações, das quais também participaram o presidente egípcio Hosni Mubarak e o rei Abdullah da Jordânia, fracassaram pois Israel decidiu continuar com a construção das colônias em território palestino após o término de um período de 10 meses. A histórica admissão da Palestina como Estado observador não membro na Assembleia Geral da ONU, no dia 29 de novembro de 2012, foi aprovada por uma maioria arrasadora de 138 votos a favor - houve ainda 9 contra e 41 abstenções. EFE msp-doc/jt/id







