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Processo é aberto contra ativistas que protestaram no Ártico russo

Entre os manifestantes detidos na Rússia, encontra-se uma brasileira

Internacional|Do R7

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Navio do Greenpeace, Arctic Sunrise, rebocado no porto russo de Murmansk
Navio do Greenpeace, Arctic Sunrise, rebocado no porto russo de Murmansk IGOR PODGORNY/AFP

O Comitê de Instrução (CI) da Rússia anunciou nesta terça-feira (24) que abriu um processo por pirataria contra a tripulação do navio Arctic Sunrise do Greenpeace, que protestou na quinta-feira (19) contra a exploração petrolífera no Ártico russo.

"Todos os que invadiram a plataforma (petrolífera Prirazlomnaya da companhia russa Gazprom) serão acusados independentemente de sua cidadania", afirmou o porta-voz do CI, Vladimir Markin, citado pelas agências russas. Markin acrescentou que a investigação será feita "estritamente conforme as normas da legislação russa e do Direito Internacional".


Mais de 50 ONGs e 370 mil pessoas de todo o mundo assinaram abaixo-assinados exigindo a libertação da tripulação do navio do Greenpeace, detida na quinta-feira pela guarda costeira russa nas águas do Oceano Ártico. As ONGs, que assinaram ontem uma carta endereçada ao presidente russo, Vladimir Putin, assinalaram que a detenção dos 27 ativistas do Greenpeace — que estão sob custódia pelo quinto dia consecutivo a bordo do navio que hoje chega rebocado ao porto de Murmansk — é "particularmente cínica" no Ano da Proteção da Natureza.

O próprio Putin comparecerá nesta terça-feira ao Fórum Ártico Internacional na cidade de Salejard. Anteriormente, Mikhail Kreindlin, funcionário do escritório do Greenpeace em Moscou, lembrou em entrevista a Agência Efe que "conforme o artigo 227 do Código Penal russo, a pirataria é um ataque com o uso da força a fim de se apropriar dos bens alheios". Algo que obviamente, disse, não foi o caso dos ativistas do Greenpeace que tentaram desembarcar na plataforma de petróleo para protestar.


A guarda de fronteiras russa abriu fogo de advertência contra o Arctic Sunrise e depois deteve o navio após ativistas do Greenpeace terem deixado a embarcação em lanchas rumo à plataforma para se prenderem a ela em protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.

A Gazprom planeja começar a produção de petróleo nessa plataforma no primeiro trimestre de 2014, o que, segundo a ONG, aumenta o risco de um vazamento de petróleo em uma área que contém três reservas naturais protegidas pela própria legislação russa.


No final de agosto, o mesmo navio foi interceptado pela guarda de fronteiras russa na rota do Mar do Norte, onde os ativistas do Greenpeace tentaram realizar outra ação de protesto contra a exploração geológica das regiões do Ártico para a extração de petróleo. Entre os ativistas detidos na Rússia, encontra-se uma brasileira, Ana Paula Alminhana Maciel.

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