Programa "Aló Presidente" volta às telas venezuelanas
Rebatizado como "Aló Comandante", o programa lembra o Chávez midiático
Internacional|Do R7

A menos de um mês para as eleições presidenciais, a televisão estatal venezuelana voltou a transmitir neste domingo (17) o "Aló Presidente", programa que o ex-presidente Hugo Chávez comandou durante vários domingos marcando boa parte da pauta política do país com seus histriônicos e longos discursos.
Retrocedendo no tempo até outubro de 2000, o governo decidiu iniciar neste domingo a recopilação dos melhores momentos do programa com a conversa de um enérgico Chávez com o líder cubano Fidel Castro, sobre temas como beisebol, Simón Bolívar e José Martí em uma de rádio da cidade de Carabobo.
"Estaremos todos os domingos repondo para vocês um resumo deste espaço que marcou história", anunciou o ministro de Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas, ao anunciar o retorno do programa. Rebatizado como "Aló Comandante", o programa lembra o Chávez midiático e loquaz, protagonista indiscutível das transmissões televisivas no país que só nesse espaço chegou a falar 1.656 horas e 44 minutos, o que equivaleria a 69 dias ininterruptos, segundo dados do governo.
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O programa retorna no meio de uma acalorada pré-campanha para as eleições do próximo dia 14 de abril após a morte do líder e entre críticas da oposição ao uso da imagem de Chávez por parte do governo. A primeira transmissão do "Aló Presidente" aconteceu no dia 23 de maio de 1999 através da frequência da "Rádio Nacional da Venezuela" e apenas no dia 27 de agosto de 2000, em sua edição número 40, passou a ser transmitido também pela televisão.
Após 13 anos no ar e com emissões intermitentes em seus últimos tempos devido ao câncer do presidente, o último programa, o 378, foi transmitido de Barinas, estado natal de Chávez, no dia 29 de janeiro de 2012. No programa, Chávez trocava impressões com seus seguidores, lançava dissertações políticas de horas, explicava lembranças de sua infância e, claro, criticava os Estados Unidos e especialmente seu ex-presidente, George W. Bush.
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