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Prolongado o estado de emergência em vigor há mais de 3 anos no Egito

A medida foi declarada pela primeira vez após dois ataques brutais a igrejas coptas no norte do Egito, que deixaram dezenas de mortos

Internacional|Da EFE

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Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente do Egito
Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente do Egito

O Parlamento do Egito aprovou nesta segunda-feira (20) a prorrogação por mais três meses do estado de emergência, que está em vigor ininterruptamente desde abril de 2017, quando houve dois ataques brutais contra a minoria cristã, e que está sendo prolongada, apesar da diminuição da violência no país.

A agência de notícias oficial Mena informou que mais de dois terços dos deputados apoiaram a extensão do estado de emergência, decretado pelo presidente Abdul Fatah Al-Sisi.


A prorrogação entrará em vigor a partir do próximo dia 27, por um período de três meses, em todo o território nacional, de acordo com o decreto emitido pelo presidente e enviado ao Parlamento para aprovação.

O estado de emergência foi declarado pela primeira vez em abril de 2017, após dois ataques brutais a igrejas coptas no norte do Egito, que deixaram dezenas de mortos e foram reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).


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No entanto, a Constituição egípcia apenas permite a extensão do estado de emergência por um período máximo de seis meses consecutivos, de modo que o Parlamento renova sua validade a cada três meses, deixando um intervalo de vários dias a cada seis meses para superar esse limite estabelecido pela Carta Magna.

As autoridades afirmam que as medidas excepcionais são necessárias para combater o terrorismo islâmico, tanto do ramo egípcio da EI como do grupo da Irmandade Muçulmana, que governou o Egito entre 2012 e 2013, e mais tarde foi declarado terrorista.

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