Protestos em Charlotte entram na 6ª noite apesar de divulgação de vídeo da polícia
Manifestações também ocorreram nas partidas de futebol americano
Internacional|Do R7

Algumas centenas de manifestantes gritaram palavras de ordem e marcharam em Charlotte no domingo (25), e os protestos continuaram mesmo após a divulgação de dois vídeos mostrando policiais que mataram um negro a tiros na maior cidade do Estado norte-americano da Carolina do Norte.
Manifestantes revoltados vêm tomando as ruas de Charlotte todos os dias desde terça-feira(20), dia da morte de Keith Scott, de 43 anos, que a polícia disse estar armado quando seus agentes o balearam.
A multidão foi menor no domingo do que mais no início da semana passada, mas os manifestantes disseram que os protestos irão continuar até a polícia, que no sábado liberou trechos de vídeos que mostram a morte de Scott, publicar toda a filmagem.
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O vídeo exibido não forneceu indícios claros de que Scott segurava uma arma quando foi morto.
"É uma palavra: transparência", disse Kerby McLean, pastor de 26 anos da igreja Perpetual Hope Kingdom International em Charlotte, pedindo que os líderes eleitos obtenham a gravação.
"Estamos protestando até que eles respondam ao que queremos que façam", afirmou.
A cidade do chamado Cinturão do Sol, que é um polo bancário e cresce rapidamente, se tornou o foco de tensão mais recente dos dois anos de protestos tensos contra as mortes de negros, a maioria desarmados, causadas pela polícia dos Estados Unidos.
As manifestações em Charlotte, um dos centros urbanos mais vibrantes do sudeste dos EUA, vêm sendo pacíficas em sua maior parte, mas na quarta-feira (21) ocorreram confrontos violentos entre manifestantes.
Flanqueados por policiais de bicicleta, os participantes das passeatas atravessaram o centro de Charlotte e entraram em bairros residenciais no domingo. A cidade suspendeu o toque de recolher a partir da meia-noite que esteve em vigor por três dias, embora tenha sido aplicado de forma irregular.
Uma multidão menor de cerca de 100 pessoas também protestou durante um jogo da Liga Nacional de Futebol Americano na cidade mais cedo no mesmo dia. Pequenos grupos de policiais da tropa de choque conversavam com os torcedores à medida que estes chegavam.
Dentro do estádio, o quarterback do Carolina Panthers, Cam Newton, demonstrou seu apoio antes da partida usando uma camiseta com uma citação de Martin Luther King Jr. que diz: "A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares".
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A questão racial nos Estados Unidos voltou a chegar ao esporte, que também reflete em grande parte a sociedade do país. Desta maneira, a iniciativa do quarterback Colin Kaepernick, 28 anos, no fim de agosto último, de se recusar a ficar em pé durante o hino dos Estados Unidos causou polêmica mas recebeu o apoio de uma legião de esportistas, torcedores e ativistas, entre outros. No início de setembro, o quarterback repetiu o ato durante a transmissão em rede nacional e ainda recebeu o apoio de outros jogadores presentes no estádio





























