Protestos islamitas em Bangladesh deixam quatro mortos e 50 feridos
Internacional|Do R7
Nova Délhi, 15 fev (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas nesta sexta-feira em choques entre a polícia e manifestantes durante protestos do principal partido islamita de Bangladesh no sudeste do país, informou uma fonte policial. As mortes aconteceram quando a polícia local respondeu aos lançamentos de coquetéis molotov de cerca de 100 simpatizantes de Jamaat-e-Islami e seu braço estudantil, Islami Chhatra Shibir, na cidade de Cox's Bazar, na província de Chittagon. Os manifestantes tinham saído às ruas para reivindicar a libertação de vários de seus líderes, como o islamita Delawar Hossain Sayedi, acusados de cometer crimes de guerra no conflito que em 1971 desencadeou a independência de Bangladesh. Um alto comandante da polícia de Cox's Bazar, Md Jasimuddin, afirmou que três mortos são manifestantes e o quarto é uma cidadã que não tinha relação com os islamitas, segundo informa o jornal local "The Daily Star". Jasimuddin detalhou que cerca de 120 manifestantes foram detidos e que para controlar os protestos tiveram que fazer uso de materiais antidistúrbios. A administração local proibiu o agrupamento de mais de cinco pessoas para evitar que se repitam novas manifestações, de acordo com o jornal. Vários líderes de Jamaat-e-Islami foram acusados de genocídio, assassinato, tortura, violação e saques durante a guerra de 1971 contra o então Paquistão Ocidental, na qual Bangladesh, até então denominado "Paquistão Oriental", conquistou a independência com ajuda da Índia. Nesse conflito, segundo a agência de notícias "UNB", morreram 3 milhões de pessoas e 2 milhões de mulheres foram violadas. Para os islamitas de Jamaat-e-Islami, que naquele conflito se alinhou com o Paquistão e hoje é parte da oposição, os juízos são, no entanto, uma tentativa do Governo para dificultar sua ação política. EFE jlr-mt/ff











