Putin diz que civis em Kherson devem ser afastados de zonas 'perigosas'
Rússia reivindica desde o final de setembro a anexação do território ucraniano, onde agora enfrenta contraofensiva
Internacional|Do R7, com AFP e EFE

Os civis que se encontram em Kherson, no sul ocupado da Ucrânia, "devem ser afastados" das zonas de combate "perigosas", disse o presidente russo Vladimir Putin nesta sexta-feira (4), no momento em que a Rússia enfrenta uma contraofensiva ucraniana na localidade.
Putin fez a declaração durante uma breve cerimônia na praça Vermelha, em Moscou, para marcar o Dia da Unidade Nacional.
"A população civil não deveria sofrer os bombardeios resultantes de medidas ofensivas, contraofensivas e outras", insistiu, durante uma conversa com voluntários russos na região de Kherson. Moscou reivindica a anexação desse território ucraniano desde o final de setembro.
As autoridades russas de ocupação em Kherson anunciaram na terça-feira (1º) que começaram o deslocamento de "até 70 mil pessoas" que estão, nesta sexta-feira, na margem esquerda do rio Dnieper.
Na semana passada, as forças de ocupação russas já haviam informado que 70 mil civis haviam deixado suas casas localizadas a oeste, na margem direita do rio, e mais perto da linha de frente.
Nesta quinta-feira (3), os governos da Rússia e da Ucrânia confirmaram a troca de 107 prisioneiros de cada lado, inclusive 74 soldados que defenderam a siderúrgica de Mariupol por mais de dois meses na primavera.
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De acordo com o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andriy Yermak, entre os 107 militares ucranianos libertados estão soldados das Forças Armadas, da Marinha, do Serviço de Segurança do Estado, da Polícia Nacional e da Guarda Nacional, além de três do batalhão Azov.
A troca anterior de prisioneiros ocorreu em 29 de outubro, quando as partes trocaram 50 pessoas para cada lado.










