Putin diz que Rússia não está forçando Ucrânia a ingressar em União Aduaneira
Internacional|Do R7
Moscou, 12 dez (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que Moscou não está forçando o ingresso da Ucrânia na União Aduaneira (UA), considerada a alternativa ao Acordo de Associação que a União Europeia (UE) deseja assinar com Kiev. "Nós não impomos nada a ninguém, mas se nossos parceiros desejam trabalhar conjuntamente, estaremos dispostos a continuar o trabalho", afirmou Putin ao apresentar o relatório sobre o estado da nação no Parlamento russo. O presidente esclareceu que em maio a Ucrânia já tinha expressado seu interesse de participar de alguns acordos incluídos na UA, além de se transformar em observador de um organismo de livre-comércio que conta com a adesão de Cazaquistão e Belarus. "Nosso projeto internacional está baseado na igualdade e nos interesses econômicos. Continuaremos impulsionando o processo eurasiático sem entrar em confronto com outros projetos integradores, como o europeu", garantiu. A Ucrânia decidiu restabelecer as trocas com a Rússia, que tinha ameaçado introduzir medidas protecionistas caso Kiev se associasse à UE em 29 de novembro em uma cúpula realizada em Vilnius (Lituânia). O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, afirmou que agora a Rússia está disposta a diminuir a tarifa de gás, enquanto a imprensa informou que o Kremlin pode conceder um grande empréstimo a Kiev. A oposição ucraniana, que há três semanas protesta contra a recusa do governo de se associar à UE, teme que Moscou e Kiev fechem um acordo comercial durante uma reunião entre os dois países que será realizada na capital russa em 17 de dezembro. Yanukovich anunciou na segunda-feira o reatamento das negociações com a UE para a assinatura do Acordo de Associação, embora Bruxelas tenha imposto novas condições. O primeiro-ministro ucraniano, Nikolai Azarov, disse ontem que Kiev necessita 20 bilhões de euros em compensações se a Ucrânia se associar à UE, que, por sua vez, considera inadmissível um "leilão" para que o país assine o acordo. EFE io/dk








