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Putin evita criticar Trump por retirada do Acordo de Paris

Presidente pede que empresários dos EUA ajudem a restaurar diálogo com governo americano

Internacional|Da Ansa

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Putin pede ajuda na retomada do diálogo
Putin pede ajuda na retomada do diálogo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (2), em São Petersburgo, que as acusações de que o país teria tentado interferir nas eleições nos Estados Unidos lembram o "antissemitismo".

A declaração foi dada durante um encontro com empresários norte-americanos em um fórum internacional na segunda maior cidade russa. "É mais fácil dizer que não somos inocentes e que a culpa é dos russos. Isso lembra o antissemitismo, quando os judeus recebiam a culpa de tudo", disse Putin.


O Kremlin é acusado de ter patrocinado ataques cibernéticos para beneficiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na disputa contra a democrata Hillary Clinton. "Digo a verdade: até eu cheguei a pensar 'esse cara está exagerando', mas Trump tinha razão, encontrou a abordagem certa para atingir os grupos de eleitores nos quais ele mirava. A outra equipe [de Hillary] errou as contas e não quis reconhecer o erro", acrescentou.

Ainda assim, o líder russo voltou a afirmar que as relações com Washington se encontram no "ponto mais baixo desde os tempos da Guerra Fria". "Ajudem-nos a retomar um diálogo político normal. Ajudem o novo presidente e sua administração", pediu Putin aos empresários norte-americanos.


Clima

O presidente da Rússia também comentou a decisão de Trump de tirar os EUA do Acordo de Paris sobre o clima e disse que não pode "julgá-lo", mas que talvez essa não tenha sido a melhor solução.


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"Eu não gostaria de julgar o presidente Trump. Talvez ele ache que não era bem ponderado, talvez ache que não havia os recursos necessários, tudo deve ser analisado com atenção. Para mim, se podia evitar sair do acordo, porque se trata de um grande compromisso", ressaltou.


A Rússia é um dos 48 países que ainda não ratificaram o tratado climático. Segundo Putin, ele quer esperar que sejam definidas as regras da divisão de recursos e "outras coisas puramente técnicas, mas importantes".

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