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Quem é Keiko Fujimori, que tem vantagem irreversível na eleição presidencial do Peru

Filha de Alberto Fujimori aparece com 50,11% dos votos contra 49,82% de Roberto Sánchez; mais de 99% das urnas foram apuradas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Keiko Fujimori, candidata de direita, está prestes a ser confirmada como presidente do Peru com uma vantagem irreversível nas eleições.
  • Filha de Alberto Fujimori, Keiko enfrentou derrotas em três eleições presidenciais anteriores e é conhecida por tentar resgatar a imagem do governo de seu pai.
  • Keiko foi investigada por financiamento ilegal de campanhas, mas sempre negou as acusações; seu julgamento foi anulado em 2025.
  • Durante a campanha, Keiko enfatizou o combate ao crime e prometeu medidas para enfrentar insegurança, corrupção e burocracia no Peru.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Keiko é a filha mais velha de Alberto Fujimori Reprodução/Instagram/@keikofujimorih

A candidata de direita Keiko Fujimori abriu uma vantagem considerada irreversível de ser revertida no segundo turno das eleições presidenciais do Peru. Com 50,11% dos votos válidos após mais de 99% das urnas apuradas, a líder do partido Força Popular está próxima de ser confirmada como a próxima presidente. O adversário, o esquerdista Roberto Sánchez, aparece com 49,82% dos votos e já afirmou que não reconhecerá o resultado. A apuração oficial, que marca um dos pleitos mais acirrados já feitos no país, segue em andamento.

A vitória, se confirmada, marca uma reviravolta na trajetória política da herdeira do fujimorismo, que havia disputado a Presidência em três ocasiões anteriores e acumulado derrotas no segundo turno.


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Quem é Keiko Fujimori?

Keiko, de 51 anos, é a filha mais velha de Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. Ela cresceu dentro da política e teve seu nome diretamente ligado ao governo do pai, uma das administrações mais lembradas da história recente do país.

Antes de entrar na vida pública, estudou administração de empresas nos Estados Unidos. Formou-se na Universidade de Boston e depois concluiu um mestrado na Universidade de Columbia, em Nova York.


Sua entrada oficial na política aconteceu em 2006, quando foi eleita congressista. Na época, recebeu mais de 600 mil votos, a maior votação obtida por uma mulher no país até então.

Quatro anos depois, participou da criação do movimento que se transformaria no Força Popular, partido que se tornou uma das principais forças conservadoras do Peru.


A herança de Alberto Fujimori

O sobrenome Fujimori é a principal força política de Keiko, mas também representa seu maior desafio.

Alberto Fujimori chegou ao poder em 1990 em meio a uma grave crise econômica e ao avanço de grupos guerrilheiros, como o Sendero Luminoso. Seus apoiadores afirmam que ele conseguiu recuperar a economia e derrotar organizações armadas que ameaçavam o Estado.


Já seus críticos apontam que seu governo ficou marcado pelo autogolpe de 1992, quando dissolveu o Congresso e interferiu no Judiciário, além de denúncias de violações de direitos humanos.

Após deixar o poder em 2000, Alberto Fujimori foi preso e condenado por crimes contra a humanidade. Ele morreu em 2024.

Durante a campanha presidencial, Keiko tentou resgatar a imagem associada ao período do pai, usando como uma de suas principais bandeiras a promessa de restaurar a ordem e combater a insegurança.

A busca pelo comando do Peru, no entanto, foi uma longa trajetória para Keiko. Ela disputou a Presidência pela primeira vez em 2011, quando perdeu no segundo turno para Ollanta Humala. Em 2016, chegou novamente à fase final da eleição, mas foi derrotada por Pedro Pablo Kuczynski em uma disputa apertada.

Em 2021, perdeu outra vez, desta vez para o esquerdista Pedro Castillo. Nas duas últimas eleições, Keiko contestou inicialmente os resultados, mas não conseguiu mudar o desfecho das disputas.

Ao longo dos anos, ela enfrentou dificuldades para ampliar sua base eleitoral, principalmente entre comunidades rurais e indígenas, onde a lembrança do governo de seu pai ainda provoca forte rejeição.

O caso Odebrecht e os processos judiciais

A trajetória política de Keiko também foi marcada por investigações judiciais. Ela foi alvo do chamado “Caso Cócteles”, que apurava suspeitas de financiamento ilegal de campanhas eleitorais envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.

A acusação apontava que recursos não declarados teriam sido destinados às campanhas presidenciais de 2011 e 2016 do Força Popular. Keiko chegou a ser presa preventivamente duas vezes, entre 2018 e 2020, permanecendo cerca de 17 meses detida.

Ela sempre negou as acusações e afirmou que os recursos recebidos eram legais. Em 2025, a Justiça peruana anulou o julgamento do caso.

Segurança como promessa de governo

Na campanha que a colocou novamente no centro da política peruana, Keiko apostou no discurso de combate ao crime.

Ela prometeu endurecer medidas contra organizações criminosas, ampliar o uso de inteligência e fortalecer a atuação das forças de segurança.

Seu plano de governo apontou três grandes problemas do Peru: insegurança, corrupção e burocracia. A proposta apresentada foi aumentar investimentos em tecnologia e eficiência das instituições.

Durante a disputa, Keiko também comparou a atual onda de violência enfrentada pelo país com os desafios de segurança dos anos 1990, período em que seu pai governava.

Caso seja confirmada como presidente, Keiko assumirá um Peru marcado por uma década de crises políticas. Desde 2016, o país passou por uma sucessão de presidentes, renúncias e processos de impeachment, em meio a conflitos constantes entre Executivo e Congresso.

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