Rebeldes afirmam que 40 crianças morreram em bombardeio no Iêmen
Ministério da Saúde dos rebeldes houthis informou que 51 pessoas morreram e 76 ficaram feridas em ataque que atingiu um ônibus escolar
Internacional|Do R7

O Ministério da Saúde dos rebeldes houthis informou nesta sexta-feira que o número de mortos no bombardeio de ontem da coalizão árabe no norte do Iêmen aumentou para 51, entre eles 40 menores, enquanto o de feridos chegou a 79 pessoas.
"O número de mortos subiu para 51, entre eles 40 crianças, e o de feridos para 79, entre eles 56 crianças", indicou o porta-voz da pasta, Youssef al Hadari, que acrescentou que também há "desaparecidos e não identificados".
Um bombardeio da coalizão árabe contra ônibus que estavam em um mercado de Saada causou ontem uma carnificina nessa província do norte do Iêmen.
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A maioria das vítimas estava em um ônibus e eram alunos de uma escola que viajavam para realizar atividades de verão, segundo diversas fontes, que também informaram que entre os mortos e feridos também havia vendedores e clientes do mercado de Dahian.
O porta-voz da coalizão, Turki al Maliki, confirmou que a aliança de países sunitas realizou o bombardeio em Saada, e qualificou como "ação militar legítima contra elementos que planejaram e perpetraram o ataque da noite de ontem na cidade de Yazan", no sudoeste da Arábia Saudita, onde um civil morreu e 11 ficaram feridos.
Ontem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o bombardeio do Iêmen e exigiu uma investigação independente do ocorrido.
Esta não é a primeira vez que a coalizão árabe que atua no Iêmen contra os rebeldes houthis atinge alvos civis e causa vítimas entre os cidadãos do país vizinho.
O conflito armado no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes houthis ocuparam Sana e outras províncias, e se agravou em 2015 com a intervenção da coalizão árabe a favor das forças leais ao presidente iemenita, Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi.












