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Rebeldes atacam Força Aérea síria; ONU anuncia 60.000 mortos

Violência foi oito vezes mais mortal em 2012 do que em 2011

Internacional|Do R7

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Na quarta-feira (2) 219 pessoas morreram na Síria, 102 delas em Damasco e em sua periferia, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH)
Na quarta-feira (2) 219 pessoas morreram na Síria, 102 delas em Damasco e em sua periferia, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH)

Na quarta-feira (2) 219 pessoas morreram na Síria, 102 delas em Damasco e em sua periferia, onde a Força Aérea efetuou novos ataques mortais, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) uma organização não-governamental ligada à oposição e que se baseia em uma ampla rede de militantes e médicos.

A violência foi oito vezes mais mortal em 2012 do que em 2011, de acordo com esta ONG. Pillay denuncia "uma proliferação de crimes graves cometidos por ambos os lados, incluindo crimes de guerra e, muito provavelmente, crimes contra a Humanidade".


A Síria foi mergulhada em uma guerra civil após a repressão do regime a uma onda de contestação popular, que se militarizou. Os combates entre soldados regulares e desertores, apoiados por civis que pegaram em armas e também jihadistas do exterior, não tiveram trégua desde então.

O OSDH acredita que a guerra civil na Síria deixou mais de 46 mil mortos, mas seu registro não inclui as milhares de pessoas desaparecidas nas prisões do governo, nem a maioria das mortes entre os "shabbihas", milicianos de Bashar al-Assad, e os combatentes estrangeiros.


Além disso, "nem os rebeldes nem o Exército revelam o número exato de mortes em suas fileiras para evitar um golpe no moral", explicou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, que acredita que o número de mortes pode ultrapassar 100.000.

Enquanto o derramamento de sangue prossegue, o chefe do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, grande aliado do regime de Damasco, considerou nesta quinta que a Síria está ameaçada de cisão, em um discurso transmitido ao vivo pelo Al-Manar, canal de televisão de seu partido.


"Nossa posição fundamental é a rejeição a toda forma de cisão ou de todo apelo à divisão ou partição de qualquer país árabe ou muçulmano e pedimos que seja preservada a unidade de cada um destes países (...). Do Iêmen ao Iraque, até a Síria, mais do que nunca ameaçada", declarou.

No terreno, onde novos ataques aéreos causaram mais mortes pelo país, os rebeldes intensificaram os ataques contra a Forças Aérea e suas aeronaves.


Centenas de combatentes da Frente Al-Nusra (jihadista) e das brigadas islamitas de Ahrar al-Sham enfrentaram as tropas do regime nas proximidades da base aérea de Taftanaz, norte da província de Idleb.

Também foram registrados combates no perímetro do aeroporto de Aleppo, onde os rebeldes atacaram durante a noite a 80ª brigada do Exército sírio.

Mais 39 pessoas morreram nesta quinta-feira, segundo um registro provisório do OSDH.

Em Istambul, cerca de 30 caminhões transportando 850 toneladas de farinha partiram em direção à Síria, onde várias regiões são afetadas por uma grave crise alimentar e humanitária.

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