Mesmo com abertura de Ormuz, ‘cenário continuaria sendo de reflexos futuros’, diz professor
Governos da Ásia buscam alternativas para proteger economias da crise energética desencadeada pela guerra no Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os governos da Ásia estão em busca de alternativas para proteger as economias da crise energética desencadeada pela guerra no Oriente Médio. Nesta semana, o Banco Asiático de Desenvolvimento reduziu a previsão de crescimento regional para 4,7% este ano e 4,8% em 2027. A instituição também levou a perspectiva de inflação para 5,2% este ano.
As importações totais de petróleo para a Ásia despencaram 30% em abril em comparação com dados de 2025 e atingiram o menor nível desde 2015. A China, maior importadora de petróleo do mundo, se protegeu com reservas consideráveis e restringiu a exportação de combustíveis e fertilizantes.

Já o Japão, que compra 95% do petróleo do Oriente Médio, intensificou as compras dos Estados Unidos, pagando preços do mercado à vista. Além disso, o governo também começou a liberar 36 milhões de barris de petróleo bruto dos estoques.
“Quando a gente olha os números dos países asiáticos, eles vão crescer 4,7% este ano. A gente acha que é muito, porque o padrão do nosso crescimento, que é menos da metade disso, parece muito, mas a previsão é que eles iriam crescer 5,1%. Então a gente já tem uma retração”, diz Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (5).
Segundo ele, a Comissão Europeia prevê que, se o estreito de Ormuz não for aberto ainda em maio, vai levar dois anos para regularizar o preço das passagens aéreas. E, caso demore mais, o prazo aumenta.
“Então, nós temos que nos preparar porque o cenário não é positivo. Mesmo que a guerra terminasse agora, o cenário continuaria sendo de reflexos futuros”, explica Brustolin.
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