Rebeldes fogem de cidade do leste da Ucrânia e governo celebra vitórias
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou hasteamento da bandeira em Slaviansk
Internacional|Do R7
Neste sábado (5), rebeldes pró-Rússia se mantiveram em uma região instável no leste da Ucrânia, depois que autoridades de Kiev obtiveram uma importante vitória militar nos três meses de combate contra os separatistas.
Um repórter da Reuters viu um comboio de cerca de 20 veículos militares e ônibus lotados de rebeldes armados deixando Kramatorsk, para onde eles foram após fugirem do reduto separatista de Slaviansk, cidade no leste da Ucrânia.
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O ministro do Interior, Arsen Avakov, afirmou que um grande número de separatistas fugiu de Slaviansk após serem atacados por forças ucranianas.
— Um número significativo de militantes deixou Slaviansk. No caminho, nossos grupos de batalha estão encontrando todos eles, que estão sofrendo baixas e se rendendo, disse o ministro em comunicado publicado em sua página no Facebook.
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Uma fonte próxima aos separatistas contou à Reuters que os rebeldes estavam em minoria de 50 para 1.
Aleksandr Borodai, líder da autoproclamada República do Povo de Donetsk, disse à agência de notícias Interfax: “As forças punitivas da Ucrânia promoveram uma ofensiva de larga escala. Dada a desproporção numérica das tropas inimigas, unidades de forças armadas da República do Povo de Donetsk tiveram que deixar suas posições no setor norte do fronte.”
Após ouvir um relatório das forças armadas, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou que a bandeira do país fosse hasteada em edifícios públicos de Slaviansk.
Slaviansk era o maior reduto dos militantes contrários ao governo no leste da Ucrânia. A recaptura da cidade seria a maior vitória militar de Kiev nos três meses de conflito, que tem um saldo 200 soldados ucranianos mortos, além de centenas de civis e rebeldes.
Nova ofensiva
As revoltas na região começaram em abril, depois que rebeldes tomaram edifícios públicos, construíram um poderoso arsenal de armas roubadas e declararam independência, chamando o governo pró-europeu de Kiev de ilegítimo.
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Toda a crise teve início depois que protestos de rua derrubaram o presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, no fim de fevereiro, depois que ele rejeitou um acordo político e comercial com a União Europeia para favorecer a Rússia.
Depois, os russos anexaram a região da Crimeia, e revoltas separatistas contra as novas autoridades de Kiev surgiram, com regiões proclamando independência e pedindo a anexação pela Rússia.
O governo lançou uma nova ofensiva contra os separatistas na terça-feira, depois de Poroshenko permitir que um cessar-fogo unilateral de 10 dias expirasse sem ser estendido.











