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Rebeldes sírios garantem ter atacado comitiva de Assad, mas regime nega

Internacional|Do R7

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Cairo/Damasco, 8 ago (EFE).- Dois grupos rebeldes garantiram nesta quinta-feira ter atacado a comitiva em que viajava o presidente sírio, Bashar al Assad, em Damasco, enquanto o regime negou o fato categoricamente e mostrou imagens do líder na televisão oficial. Brigadas rebeldes do Islã e do Tahrir al Sham (Libertação do Levante) anunciaram na internet que haviam atirado bombas contra a comitiva de Assad quando ela se dirigia para uma mesquita ao amanhecer, para participar da oração do Eid ul-Fitr, festa que marca o final do mês de jejum do Ramadã. "A comitiva de Bashar al Assad foi alcançada próximo da mesquita de Anas bin Malik no bairro de Malki por projéteis dos guerrilheiros mujahedins da brigada do Islã", garantiu o grupo no Facebook. Por sua vez, o general do "Tahrir al Sham", Firas al Bitar, revelou nas redes sociais que foram disparadas 17 bombas de calibre 120 mm contra a comitiva de Assad. Segundo o oficial, um dos rebeldes viu que a comitiva do presidente foi alcançada próximo ao hotel Meridien e à praça dos Omíadas, mas não soube informar se havia vítimas. O regime não esperou e reagiu imediatamente depois do suposto ataque, mostrando imagens de Al Assad na televisão síria participando da oração do Eid ul-Fitr na mesquita de Anas bin Malek. Na imagem, o presidente aparecia liderando a oração e cumprimentando os fiéis reunidos no local. O governo sírio desmentiu o ataque mediante um comunicado do ministro da Informação, Omran Zubi, que chamou de falsas as notícias divulgadas pelas emissoras árabes "Al Jazeera" e "Al Arabiya" - as primeiras a citar a suposta agressão à comitiva presidencial. "O que informaram 'Al Arabiya' e 'Al Jazeera' é completamente falso, são mentiras. Sonham com uma notícia assim", disse Zubi, que ressaltou que foi o próprio presidente que dirigiu o carro até a mesquita e cumprimentou centenas de pessoas. "A vida é normal em Damasco e a situação não poderia ser melhor", afirmou o ministro. Segundo constatou a Agência Efe na capital, o clima era de tranquilidade hoje no bairro de Al Maliki, onde não havia vestígios de nenhum ataque e os carros circulavam normalmente. Os rebeldes afirmam que sabiam com antecedência quais seriam os movimentos do presidente durante a jornada. A brigada "Tahrir al-Sham" publicou em sua página do Facebook um link da Coordenação da Revolução Síria no bairro de Muhayirin, onde ontem à noite mostravam que havia preparativos de segurança intensos nos arredores da mesquita de Anas bin Malek horas antes do suposto ataque. "É possível que a mesquita à qual (Assad) vai rezar fique perto de Anas bin Malek", sugeriam ontem à noite os rebeldes, que observaram que as ruas próximas foram fechadas e que as forças da ordem retiraram veículos estacionados nos arredores. O Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou que vários projéteis caíram na última madrugada na zona de al Maliki, onde fica a mesquita. A opositora Comissão Geral da Revolução Síria e os Comitês de Coordenação Local indicaram que houve ontem à noite uma forte explosão no bairro de Al Muhayirín, onde está o palácio presidencial, próximo do templo de Anas bin Malek. O suposto ataque contra Assad coincide hoje com uma visita do presidente da opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Ahmed Asid Yarba, em regiões tomadas pelos rebeldes na província meridional de Deraa. Yarba entrou em Deraa pela Jordânia em sua segunda viagem pelo território sírio desde que foi eleito líder da CNFROS em julho. Em Deraa, participou da oração do Eid ul-Fitr em uma mesquita e se reuniu com moradores da área, entre eles mulheres e idosos. Uma porta-voz da CNFROS disse à Efe que a coalizão ainda não conseguiu confirmar se o ataque contra Assad aconteceu realmente. Por outro lado, a agência de notícias oficial síria, "Sana", afirmou que pelo menos cinco pessoas morreram em bombardeios no subúrbio de Sayyidah Zeinab, no sul da capital. EFE ssa-hh-gb/ld/tr

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