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Refugiados que viviam em Lesbos são levados a novo campo

Depois de incêndio que devastou campo, milhares de pessoas ficaram desabrigadas e dormindo na estrada, mas só 1,8 mil foram para novo lugar

Internacional|Da EFE, com R7

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Cerca de 1,8 mil pessoas se mudaram para novo campo
Cerca de 1,8 mil pessoas se mudaram para novo campo

A polícia grega iniciou na quinta-feira (17) uma extensa operação para transferir os milhares de refugiados que dormem há dias nas redondezas do devastado campo de Moria, na ilha de Lesbos, para um novo campo que ainda está em construção.

Nas duas primeiras horas de operação, 450 pessoas foram transferidas para a nova unidade em Kará Tepé, das quais 250 já entraram em campo, conforme confirma a assessoria de imprensa da polícia local à Efe.


Pela manhã, centenas de policiais bloquearam a estrada onde um acampamento improvisado foi gerado após o incêndio que devastou Moria. Lá eles estavam acordando os migrantes, distribuindo folhetos e transferindo-os para o novo acampamento onde, antes de entrarem, são submetidos a um teste rápido para coronavírus.

O porta-voz da polícia local garantiu que a operação está ocorrendo sem o menor incidente, algo confirmado por representantes dos Médicos do Mundo e Médicos Sem Fronteiras (MSF) presentes na área.


Além disso, afirmou que a operação continuará até que as cerca de 13 mil pessoas desabrigadas e espalhadas na estrada que liga Moria a Mitilene e os estacionamentos de alguns supermercados entrem no Kará Tepé.

Metade da capacidade

A polícia transferiu ontem à noite dezenas de polícias femininas para Lesbos, com o intuito de facilitar a tarefa de convencer mulheres e crianças da necessidade e benefícios da mudança para o campo.


Até esta quarta-feira, apenas 1,8 mil pessoas concordaram em se instalar no novo campo, no qual a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) instalou 600 barracas. No momento, as instalações têm capacidade para cerca de 3,6 mil pessoas.

Conforme explicou à Efe um responsável pela Médicos do Mundo, até ontem foram instalados 80 banheiros, operação que continua.


Além disso, segundo a mídia local, o governo suíço enviou todo o material necessário para a instalação de dutos que permitirão a distribuição de água para 10 mil pessoas, uma das maiores deficiências que Moria sofreu.

Esta manhã, MSF denunciou em suas redes sociais que durante as primeiras horas da operação policial, eles foram impedidos de acessar a nova clínica que a ONG montou para responder a esta crise.

Horas depois, anunciaram a abertura de sua clínica com uma mensagem confirmando que "o movimento de pessoas para o campo continua e esperamos que a situação não se degenere. É muito preocupante que durante a operação policial tenha sido forçada a interrupção do fornecimento de assistência médica de MSF ".

Nos últimos dias, houve vários partos de emergência e muitos refugiados têm problemas de saúde que precisam de atenção médica diária.

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