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Rei Charles chega aos EUA para viagem ofuscada por impasse com Irã e tiros em jantar

Visita de Estado marca o 250º aniversário da declaração de independência dos Estados Unidos

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O rei Charles e a rainha Camilla chegaram aos EUA para uma visita de Estado de quatro dias, que marca o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.
  • A viagem foi ofuscada por tensões políticas, incluindo um impasse entre os EUA e o Irã, e tiros disparados durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
  • O rei, em tratamento contra o câncer, deve discursar no Congresso e participar de eventos em Nova York, incluindo uma homenagem aos mortos nos ataques de 11 de setembro de 2001.
  • O governo britânico espera que a visita ajude a fortalecer as relações entre o Reino Unido e os Estados Unidos, que estão em seu ponto mais baixo desde a Crise de Suez em 1956.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, recebem o rei Charles e a rainha Camilla da Grã-Bretanha para um chá da tarde no gramado sul da Casa Branca, em Washington, DC, EUA
Camilla, Charles, Trump e Melania se encontraram para um chá da tarde na Casa Branca Kevin Lamarque/Reuters - 27.04.2026

O rei Charles e a rainha Camilla, do Reino Unido, chegaram aos Estados Unidos na tarde desta segunda-feira (27) para uma viagem de quatro dias, viagem que ganhou ainda mais destaque após os tiros disparados no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e em meio a tensões entre os aliados próximos.

A visita de Estado — de longe a mais importante e de maior repercussão do reinado de Charles — marca o 250º aniversário da declaração de independência dos EUA do domínio britânico e é a primeira de um monarca britânico ao país em duas décadas.


Charles e Camilla aterrissaram na Base Conjunta Andrews, onde foram recebidos por autoridades diplomáticas, estaduais e federais, além de membros da embaixada britânica, e aceitaram flores de crianças de famílias de militares britânicos em serviço nos EUA.

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O rei, vestindo um terno azul-marinho, e a rainha, usando um vestido rosa, ficaram na pista enquanto uma banda militar tocava os hinos nacionais britânico e norte-americano, antes de se dirigirem à Casa Branca para uma reunião privada com o autoproclamado fã da realeza, o presidente Donald Trump.


A programação da semana inclui um discurso no Congresso, um luxuoso jantar de Estado na Casa Branca e uma parada na cidade de Nova York.

Há muito planejada, a visita acabou envolvida em uma disputa política entre os dois países sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, o que levou Trump a expressar profundo descontentamento com o governo britânico por não apoiar a ofensiva.


Os tiros de sábado no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington tinham como alvos prováveis, segundo autoridades norte-americanas, o presidente e membros de sua administração, e lançaram mais sombras sobre a visita.

O Palácio de Buckingham disse que a viagem deve seguir conforme o previsto após discussões entre as autoridades britânicas e norte-americanas para determinar se o incidente iria afetar os planos da realeza.


Ao chegarem a Washington, o rei e a rainha tomam um chá particular com o presidente — um admirador declarado da família real britânica que regularmente descreve Charles como um “grande homem” — e sua esposa, a primeira-dama Melania Trump.

O rei de 77 anos, que ainda está em tratamento contra o câncer, deve discursar no Congresso — apenas a segunda vez que um monarca britânico faz isso.

A realeza seguirá para Nova York, onde homenageará os mortos nos ataques de 11 de setembro de 2001, enquanto a rainha também marcará o centenário de histórias infantis com o Ursinho Pooh.

A viagem aos EUA termina na Virgínia, com o rei se encontrando com pessoas envolvidas em trabalhos de conservação, uma homenagem ao seu meio século de campanhas ambientais.

O governo do primeiro-ministro britânico Keir Starmer espera que a visita fortaleça o futuro da “relação especial” entre dois aliados, em seu ponto mais baixo desde a Crise de Suez em 1956.

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