‘Rei mais jovem do mundo’: quem era Oyo Rukidi 4º, que morreu em Uganda aos 34 anos
Monarca estava internado nos Estados Unidos e, segundo fontes, tratava um câncer
Internacional|Do R7
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Oyo Rukidi 4º, rei de Tooro, no oeste de Uganda, morreu aos 34 anos nos Estados Unidos, onde estava recebendo tratamento médico. A morte foi anunciada nesta quinta-feira (27) pelo primeiro-ministro, Calvin Armstrong Rwomiire Akiiki. Segundo pessoas próximas à família citadas pela imprensa internacional, o monarca tratava um câncer.
Conhecido como “o rei mais jovem do mundo”, Oyo chegou ao trono quando tinha apenas 3 anos, em setembro de 1995. Ele havia acabado de perder o pai, Rukirabasaija Patrick David Matthew Kaboyo Olimi 3º, morto após sofrer um ataque cardíaco.
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Apesar de ter sido coroado ainda criança, Oyo Rukidi 4º passou a exercer efetivamente as funções de rei somente em 2010, quando atingiu a maioridade. Em 2025, seu nome entrou para o Guinness World Records como o monarca em exercício mais jovem do mundo.
Oyo era o soberano de Tooro, também chamado de Toro, uma região do oeste de Uganda próxima à fronteira com a República Democrática do Congo. O reino é um dos cinco reconhecidos pelo governo do país.
Apesar de não possuir poder político formal, a monarquia tem importância cultural e simbólica para a população. O rei atua na preservação das tradições e da identidade do povo e também participa de iniciativas sociais e de desenvolvimento na região.
Em abril, durante uma mensagem pelo aniversário do rei, o primeiro-ministro afirmou que ele estava próximo da realidade da população.
“Nosso Rei não está distante das realidades de seu povo; ele faz parte desta geração”, afirmou Akiiki. Segundo ele, a juventude de Oyo não deveria ser vista como uma limitação, mas como uma força capaz de trazer “uma perspectiva renovada” para Tooro.
A família real também tinha vínculos conhecidos com o ex-líder líbio Muammar Gaddafi, que mantinha relações com diferentes monarquias e lideranças tradicionais africanas.
Oyo não era casado, mas deixou um príncipe herdeiro, cuja identidade ainda não havia sido divulgada publicamente. Segundo o primeiro-ministro, a sucessão seguirá as tradições do reino e a existência de um herdeiro garante a continuidade da Coroa.
A morte de Oyo ocorre em um continente onde apenas três países — Essuatíni, Lesoto e Marrocos — são monarquias soberanas. Em outros países africanos, como Uganda e Nigéria, reinos tradicionais continuam existindo, mas seus soberanos não exercem funções de chefes de Estado.
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