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Retomadas em Minsk negociações de paz para leste da Ucrânia

Internacional|Do R7

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Moscou, 24 dez (EFE).- Representantes do governo ucraniano e dos separatistas pró-Rússia retomaram nesta quarta-feira em Minsk as negociações de paz, mediadas pela Rússia e pela OSCE, com a troca de prisioneiros como principal assunto na agenda. "O que vamos tratar é se ao fim trocaremos prisioneiros mediante a fórmula de 'todos por todos'. Quanto aos outros temas, não dei instruções a Denis Pushilin", representante dos rebeldes nas negociações, antecipou o líder dos sublevados da rebelde região de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko. Outros assuntos, como o afastamento do armamento pesado da região fixada, o fim do bloqueio econômico das áreas controladas pelos rebeldes e o estabelecimento de um status especial para elas dentro da Ucrânia, podem vir a ser tratados na segunda reunião do Grupo de Contato, programada para a próxima sexta-feira. "Após as negociações de Minsk, (Pushilin) me informará dos temas tratados, então tomaremos decisões", explicou Zakharchenko. O representante dos separatistas da região de Lugansk nas conversas, Vladislav Deinego, ressaltou que insistirá pela inclusão na agenda do status especial do Donbass (região geográfica formada pelos dois territórios rebeldes). Já ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pablo Klimkin, disse que, para seu governo, a principal questão a tratar é o cumprimento dos acordos já alcançados nas duas rodadas anteriores (5 e 20 de setembro). O protocolo de 12 pontos para a paz no leste da Ucrânia, assinado em 5 de setembro, prevê entre outras coisas o controle internacional da cessação de hostilidades, a criação de uma zona de segurança sob vigilância internacional na fronteira russo-ucraniana e a realização de eleições em Donetsk e Lugansk. Além disso, o Memorando de Minsk assinado em 20 de setembro prevÊ a criação de uma faixa desmilitarizada de 30 quilômetros em torno da linha imaginária que separa as posições dos dois lados enfrentados. Cerca de cinco mil pessoas morreram na zona do conflito, desde abril, entre combatentes e civis, e há uma nova trégua, que entrou em vigor no último dia 9 e foi estipulada após o cessar-fogo declarado em 5 de setembro ser quebrado. EFE aep/cd

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