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Rússia apresenta livro branco sobre violações de direitos humanos na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Moscou, 5 mai (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia apresentou nesta segunda-feira um livro branco (documento) sobre as violações dos direitos humanos na Ucrânia, no qual argumenta que o conflito étnico no país vizinho pode se propagar para o resto da Europa. "Estamos convencidos de que a continuação dos excessos na Ucrânia pode se transformar em uma séria ameaça para a paz e para a segurança regionais", diz o documento de 80 páginas que foi apresentado hoje ao presidente russo, Vladimir Putin. O livro branco adverte que a crise na Ucrânia pode "levar a um agravamento dos conflitos e contradições étnicas e nacionais na Ucrânia e na Europa, em geral". "Os culpados devem receber um castigo merecido. Caso contrário, os extremistas receberão um perigoso estímulo", afirma o texto. A Rússia convoca os organismos internacionais a investigar de maneira objetiva e não politizada "várias violações dos direitos humanos e do princípio do Estado de direito na Ucrânia". "A história do século XX deu trágicas lições de que ignorar não só seria irresponsável, mas criminoso. O livro branco é um aviso para os que se esqueceram disso", aponta o documento. O texto criticou quem, por interesses particulares e sob a fachada de uma "demagogia democrática", condena a população multiétnica ucraniana ao extremismo, às arbitrariedades e a uma crise de identidade nacional. O primeiro capítulo do relatório questiona as arbitrariedades cometidas pela oposição durante os conflitos antigoverno entre novembro de 2013 e a derrocada do presidente Viktor Yanukovich em 22 de fevereiro. Em outros capítulos, define-se como ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano as declarações públicas realizadas por políticos ocidentais, na maioria europeus, a favor do movimento de protesto contra Yanukovich. Além disso, o texto menciona ondas de racismo; xenofobia por parte dos ultranacionalistas ucranianos; discriminação por motivos linguísticos, religiosos e étnicos; violação da liberdade de expressão e censura. No domingo, a Rússia pediu à comunidade internacional para pressionar Kiev para que renuncie ao uso da violência no sudeste do país, onde as autoridades ucranianas se propõem continuar a operação de castigo contra as fortificações pró-Rússia. O Kremlin acusou Kiev de "ter as mãos manchadas de sangue" e de queimar vivos civis desarmados após a morte na sexta-feira em Odessa de cerca de 40 pessoas, na grande maioria manifestantes pró-Rússia, no incêndio na Casa dos Sindicatos de Odessa (Mar Negro). EFE io/tr

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