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‘Rússia está dando recados à Europa’ com guerra na Ucrânia, aponta professor

Moscou atacou a Kiev com um número recorde de drones de longo alcance em maio, apesar da trégua de três dias proposta por Trump

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia lançou um número recorde de drones de longo alcance contra a Ucrânia em maio, mesmo durante uma trégua proposta por Trump.
  • Kiev interceptou 91% dos drones e mísseis russos, mas alertou sobre a insuficiência de munição.
  • Leonardo Trevisan afirma que a Rússia está enviando recados à Europa para que pare de proteger a Ucrânia.
  • A Europa teme que abandonar a Ucrânia possa desencadear consequências maiores no cenário militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de drones de longo alcance em maio. A análise foi feita pela agência de notícias AFP com base em dados da Força Aérea ucraniana. Moscou lançou 8.150 drones de longo alcance contra o território ucraniano em maio, 24% a mais do que em abril. O número de mísseis russos também está entre os mais altos desde o início do conflito: 211 no último mês.

Esse número recorde de ataques ocorreu apesar de uma trégua de três dias iniciada em 9 de maio. Rússia e Ucrânia se acusaram mutuamente de violar essa trégua, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Kiev afirma ter interceptado 91% dos drones e mísseis russos no mês passado. Porém, as autoridades ucranianas têm alertado que as reservas de munição dos sistemas de mísseis são insuficientes.


Silhueta de pessoa armada enquanto um foguete é lançado ao fundo, com explosão e fumaça
Autoridades ucranianas alertam que reservas de munição dos sistemas de mísseis são insuficientes Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (1º), Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, aponta que a União Europeia não tem a força militar que os Estados Unidos têm para suprir todas as necessidades de armamentos para a Ucrânia. E Kiev não aceita a proposta norte-americana, que resultaria em perda de territórios.

“A impossibilidade de uma negociação na Ucrânia, apesar de quatro anos de guerra, sugere exatamente que a Rússia está dando recados à Europa. [...] Então, portanto, foi um recado. O recado não foi para Kiev. O recado de Putin não é para os diplomatas ocidentais saírem de Kiev. O recado é para a Europa: ‘Pare de proteger a Ucrânia’”, explica Trevisan.


Segundo o professor, a Europa sabe que abandonar a Ucrânia pode significar que é só “a primeira de outras bolas que cairão”. E, de alguma forma, a Ucrânia representa um sinal do que a Europa pode fazer militarmente.

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