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‘Rússia pode recorrer a medidas desesperadas caso a maré continue do lado da Ucrânia’, diz especialista

Com Putin em situação complicada, pesquisador alerta para risco nuclear

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que não há planos para uma conversa entre os líderes dos EUA e da Rússia, mas contatos com negociadores continuam.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou uma conversa positiva com mediadores dos EUA, elogiando sua disposição para buscar uma solução para a guerra.
  • O professor Vitelio Brustolin destacou que a Ucrânia tem pressionado a Rússia, mas alertou sobre o perigo devido às ações extremas do governo russo.
  • A Rússia teria alvejado resíduos nucleares de Chernobyl, o que poderia ter causado um vazamento radiativo, pressionando o mundo a negociar em favor da Rússia.

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O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que não há planos de uma conversa telefônica entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. Apesar disso, segundo ele, os negociadores norte-americanos continuam mantendo contato com os russos e ucranianos.

Nesta segunda-feira (8), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que teve uma conversa positiva com os mediadores norte-americanos e chegou a elogiar sua disposição em trabalhar para uma solução na guerra.


Durante o Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explica que a Ucrânia tem conseguido pressionar cada vez mais a Rússia, mas, segundo ele, o momento atual se caracteriza por ser perigoso, já que o governo russo tem se movido de maneira extrema.

“A Rússia, inclusive, há poucos dias alvejou resíduos nucleares de Chernobyl na Ucrânia. Por muita sorte, aqueles resíduos tinham sido retirados. [...] Mas seria o equivalente a um ataque nuclear; o vazamento radioativo na região causaria um efeito em que o mundo inteiro se espante e queira negociar de uma forma que favoreça a Rússia”, argumenta.


“Então, a Rússia é uma potência nuclear; no papel, é a segunda maior potência militar do mundo e pode recorrer a medidas desesperadas caso a maré continue do lado da Ucrânia, como acontece nesse momento”, conclui.

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