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Rússia põe em dúvida a permanência de Brahimi como mediador para a Síria

Internacional|Do R7

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Moscou, 28 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pôs em dúvida nesta quinta-feira a permanência de Lakhdar Brahimi como mediador internacional para a Síria após a Liga Árabe aceitar a adesão da principal aliança opositora síria. "Surgem grandes dúvidas sobre o mandato de Lakhdar Brahimi, que até a cúpula de Doha era o representante da Liga Árabe e a ONU para promover os contatos entre o governo e a oposição síria", disse Lavrov, citado pelas agências locais. Lavrov ressaltou que, após a XXIV Cúpula da Liga Árabe na qual esse órgão cedeu à Coalizão Nacional Síria (CNFROS) o assento de Damasco, que foi suspenso como membro em 2011, não vê como Brahimi pode continuar exercendo seu cargo. Em sua opinião, "a Liga Árabe renunciou ao processo de paz, e a decisão de que o CNFROS é o único representante legítimo do povo sírio apaga todos os esforços, incluído o Acordo de Genebra de 30 de julho do ano passado, entre os quais havia países da Liga Árabe". "Se tenta decidir o destino da Síria fora de suas fronteiras em reuniões entre representantes de países estrangeiros e a oposição síria no exterior e se ignora completamente a opinião daqueles que pensam que o governo e a oposição interna também representam alguém. Isto nos preocupa", afirmou. Lavrov considera que, desta forma, para a Liga Árabe o regime de Assad e as demais estruturas opositoras que operam em território sírio são ilegais. Além disso, pôs em dúvida a legalidade da decisão da organização pan-árabe, argumentando que para expulsar um dos países-membros seria necessário consenso, quando Argélia e Iraque se opuseram e o Líbano se absteve. A Chancelaria russa considera que as decisões da Liga Árabe "são contraditórias e inconsistentes, já que o governo da Síria foi e é o representante oficial de um Estado membro da ONU". Na resolução final da cúpula de Doha, os países árabes defenderam seu direito de "prestar os meios de autodefesa, incluindo o militar, para apoiar o povo sírio e o Exército Livre Sírio (ELS)". EFE io/id

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