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Rússia tem reserva de medicamentos vitais para pelo menos três meses

Após a invasão da Ucrânia, o país sofre bloqueio de parte das matérias-primas provenientes do exterior e busca fornecedores alternativos

Internacional|Do R7

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Hospital na Ucrânia
Hospital na Ucrânia

A Rússia conta com reservas da maioria dos medicamentos vitais para um período de três meses a um ano, disse Elena Denisova, subdiretora do Departamento de Indústria Médica e Farmacêutica do país, nesta segunda-feira (21).

"Temos monitorado a maioria dos produtores de medicamentos vitais e importantes. Temos reservas de três meses a um ano", afirmou a dirigente em audiência com parlamentares, conforme a agência de notícias russa Interfax.


Denisova admitiu, contudo, que nas últimas semanas foi registrado aumento na demanda e no preço dos medicamentos.

"Bloquearam parte da matéria-prima proveniente do exterior. Buscamos fornecedores alternativos, como China e Índia. Mas os preços começaram a subir e, além disso, houve aumento do valor das divisas", explicou.


A subdiretora ainda lembrou que, além da matéria-prima para os medicamentos, a Rússia precisa de insumos para embalá-los e de instrumentos para realizar o controle de qualidade.

"Estamos trabalhando para nivelar a situação no mercado interno a curto e médio prazo", afirmou Denisova.


O ministro da Saúde do país, Mikhail Murashko, disse que as companhias farmacêuticas não sofreram interrupções no fornecimento.

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O titular da pasta admitiu que nas últimas três semanas houve demanda excessiva de medicamentos, que atribuiu à difusão de fake news e à circulação de informações não verificadas.


No último dia 14, a companhia alemã Bayer e a americana Pfizer anunciaram a suspensão dos investimentos na Rússia, mas garantiram que, por motivos éticos, os fornecimentos não seriam interrompidos.

A Pfizer divulgou a informação de que a receita obtida com as vendas à Rússia seria revertida em ajuda humanitária aos cidadãos ucranianos afetados pela invasão, iniciada em 24 de fevereiro.

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