Rússia: UE mostra "dois pesos e duas medidas" ao levantar embargo de armas
Internacional|Do R7
Moscou, 28 mai (EFE).- O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov, declarou nesta terça-feira que o levantamento do embargo de armas à oposição síria pela União Europeia evidencia uma ação de "dois pesos e duas medidas" e poderia prejudicar a conferência internacional sobre a Síria proposta por Moscou e Washington. "É reflexo de uma conduta de dois pesos e duas medidas, a qual poderia prejudicar profundamente os planos da conferência internacional (sobre a Síria) proposta pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, John Kerry", afirmou Riabkov à agência "Interfax". Segundo Riabkov, a decisão dos 27 está apertada com "o espírito e a letra do Tratado Internacional sobre Comércio de Armas, que será para sua assinatura no próximo dia 3 de junho". Embora a UE tenha levantado o embargo, os 27 se comprometeram a não fornecer armamento à oposição antes do próximo dia 1º de agosto com o objetivo de "dar uma oportunidade ao diálogo", segundo explicou o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo. Pouco depois que Lavrov e Kerry se reunissem hoje em Paris para preparar a conferência internacional, Riabkov apontou que Moscou e Washington não alcançam definir alguns aspectos relativos à regra do conflito sírio. "Não podemos comparecer a esta reunião (conferência sobre a Síria) quando os membros e potenciais participantes tratam de impor ao povo sírio decisões vindas de fora, incluindo a determinação a priori do resultado do processo de transição cujos parâmetros ainda devem ser decididos", apontou o número dois da diplomacia russa. Três semanas depois após o anúncio da proposta russo-americana, "não chegamos ao ponto no qual possamos falar de um amplo consenso internacional, que inclua os EUA e outros países, sobre os parâmetros da conferência internacional sobre a Síria", ressaltou Riabkov. O diplomata russo repassou as principais diferenças que dividem a Moscou e Washington sobre a reunião internacional que será realizada em Genebra. A Rússia, por sua vez, insiste em que os opositores sírios devem levar a Genebra "uma delegação representativa, capaz de tomar decisões em nome de toda a oposição". Ao mesmo tempo os opositores devem renunciar "às tentativas de usar a própria conferência como instrumento para retirar (o presidente sírio) Bashar al Assad do poder", assinalou Riabkov. Além disso, Moscou pressiona para que a conferência também conte com a participação de Irã, Egito e Arábia Saudita, países da região que não estiveram em outra reunião similar realizada em Genebra há um ano, no final de junho de 2012. "Nossos parceiros, infelizmente, adotaram uma rígida postura e não querem permitir a presença dos iranianos, o que consideramos um erro se for levar em conta a influência de Teerã sobre a situação síria e, em geral, a influência na região", assegurou o vice-ministro russo. EFE aep/fk











