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Rússia x Ucrânia: drones trazem imprevisibilidade maior para as guerras, diz professor

Kiev atingiu refinarias de petróleo e uma fábrica petroquímica, enquanto Moscou atacou estações ferroviárias e subestações elétricas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia e a Rússia realizaram ataques com drones, visando refinarias, fábricas e infraestruturas ferroviárias e elétricas.
  • Os ataques resultaram em feridos na Ucrânia e uma morte na região de Sumy, na Rússia.
  • A utilização de drones está trazendo uma nova dinâmica para as guerras, com avanços tecnológicos significativos.
  • Países europeus continuam a apoiar a Ucrânia, mas com investimentos militares cada vez menores, focando em suas próprias defesas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Ucrânia e a Rússia trocaram ataques com drones durante a última semana. Kiev atingiu refinarias de petróleo e uma fábrica petroquímica, enquanto Moscou atacou estações ferroviárias e subestações elétricas. Os ataques ucranianos atingiram um prédio de apartamentos e três pessoas ficaram feridas. Já o ataque russo na região de Sumy matou um ferroviário.

A Rússia abateu 231 drones, informaram agências de notícias, citando o Ministério da Defesa russo. No entanto, tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam ter atacado civis deliberadamente.


Chamas intensas iluminam silhuetas de pessoas e estruturas durante incêndio noturno
Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam ter atacado civis deliberadamente Reprodução/Record News

“A gente pôde observar, nos últimos anos, essa entrada muito efetiva dos drones não tripulados, especificamente nas guerras. Isso traz realmente uma nova dinâmica na forma como as guerras são feitas. As guerras estão sempre envolvidas com esses avanços tecnológicos, e os drones são, claro, a moeda da vez”, diz Bruno Pasquearelli, doutor em ciência política, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (12).

Segundo ele, outros países estão buscando investir nessa tecnologia, o que pode trazer “um perigo a mais” e uma imprevisibilidade ainda maior para a forma como as guerras ocorrem.


Sobre um possível apoio militar europeu à Ucrânia, Pasquarelli opina que, com o passar do tempo, os países não deixaram de apoiar, mas passaram a investir menos na guerra.

“Então, o que a gente observa, na verdade, é um movimento de que a Europa, como um todo, não deixa de investir na guerra. Ela continua auxiliando a Ucrânia, mas com um montante cada vez menor, mas uma Europa que se preocupa em construir a sua própria defesa nacional. Então, cada país tentando aumentar, por exemplo, os gastos com defesa”, explica.

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