Sánchez diz que Catalunha não terá independência 'online'

Líder interino da Espanha garantiu que 'Estado de direito estará tão fortemente online quanto está no mundo real' depois de eleições 

Sanchez diz que Catalunha não terá independência 'online'

Sanchez diz que Catalunha não terá independência 'online'

Chema Moya / 7.10.2019

O líder do Partido Socialista espanhol, Pedro Sánchez, disse nesta quinta-feira (31) que seu governo não permitirá que a Catalunha busque a independência "online", em uma intensificação dos esforços para controlar a atividade de grupos e partidos separatistas na internet.

Sánchez, que lidera o país interinamente, disputará uma eleição parlamentar em 10 de novembro na qual terá bastante peso a reação dos eleitores aos dias de protestos realizados após a condenação à prisão de nove líderes catalães neste mês.

Pesquisas de opinião apontam vantagem para o Partido Socialista, mas com poucos assentos a mais do que a eleição anterior de abril, em parte porque a direita espanhola foi impulsionada por eleitores incomodados com os conflitos na Catalunha.

"Estou dizendo aos separatistas catalães: Não haverá independência offline ou online. O Estado de direito estará tão fortemente online quanto está no mundo real", disse Sánchez à rádio Onda Cero.

O governo vai adotar nesta quinta-feira um decreto que obriga todas as administrações públicas a hospedar seus websites na União Europeia, uma medida que Sánchez alega visar o fim do que chamou de tentativa separatista de uma "república digital".

A medida é parte de um amplo esquema das autoridades espanholas em relação às atividades online dos separatistas.

Um juiz espanhol já ordenou o fechamento de páginas ligadas ao Tsunami Democrata, o que levou o grupo a migrar seu endereço digital para outro domínio.

Na quinta-feira, o Tsunami Democrata convocou as pessoas a tomarem as ruas em 9 de novembro, véspera da eleição parlamentar, com a intenção de irromper a tranquilidade pré-eleitoral de um dia sem atividades relacionadas à votação.

O grupo pediu que o povo organizasse eventos festivos, políticos e culturais durante seis horas para forçar "o Estado espanhol a refletir" sobre a prisão dos catalães, tuitou o grupo.