Secretário da ONU visita Colômbia e pede diálogo entre governo e ELN
António Guterres criticou o uso de violência como forma de luta
Internacional|Do R7, com agências internacionais*

Em visita à Colômbia neste domingo (14), o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) António Guterres demonstrou preocupação com a escalada dos ataques atribuídos ao ELN (Exército da Libertação Nacional) — organização guerrilheira ligada ao narcotráfico no país. As informações são do jornal colombiano Caracol.
Gutérres insistiu para que a organização suspenda os ataques e retome os diálogos de paz com o governo colombiano e ofereceu todo o apoio necessário para as conversas por parte da ONU.
— Peço que cessem as ações armadas e retomem um diálogo sério e construtivo com o objetivo de atender, o mais rapidamente possível, o compromisso com uma solução para os conflitos por meios políticos. Este pedido coincide com as expectativas de múltiplas organizações e personalidades da sociedade civil colombiana.
Para o secretário-geral, não há justificativa para o uso de armas como forma de luta. Gutérres reforçou que a própria população colombiana rejeita o uso da violência, independentemente de sua origem: "Relembro a preocupação expressada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas na última semana, pedindo que as partes retomem seus esforços para a renovação do cessar-fogo. Assim, evitaremos um retorno ao conflito e protegeremos as conquistas humanitárias realizadas nos últimos três meses", afirmou.
Durante sua viagem de dois dias ao país latino-americano, o secretário-geral da ONU ainda esteve em centros de reintegração para ex-rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na cidade de Buenavista.
Os conflitos envolvendo o ELN vêm se intensificando desde quarta-feira (10), quando expirou o cessar-fogo entre os rebeldes e o governo da Colômbia, antes do início de uma nova rodada de conversas de paz para renovar o pacto que deveria acontecer em Quito, no Equador.
As negociações foram suspensas na quinta (11), após uma série de ataques da guerrilha a postos do exército e instalações de uma empresa petrolífera. O ELN e o governo vinham realizando conversas de paz desde o início do ano passado, em uma tentativa de acabar com mais de 53 anos de confrontos.
Na sexta-feira (12), o ministro da defesa colombiano, Luis Carlos Villegas, confirmou que já chegavam a 14 os ataques atribuídos ao ELN ao longo da semana.
*Texto de Ana Luísa Vieira, do R7.












