Logo R7.com
RecordPlus

Colômbia: suspensão de conversas com ELN causa preocupação

Secretário-geral da ONU visita país em meio a escalada de violência

Internacional|Cristina Charão, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Desde quarta, pelo menos 14 atentados foram cometidos pelo ELN
Desde quarta, pelo menos 14 atentados foram cometidos pelo ELN

A suspensão da mesa de diálogo de paz entre o governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional preocupa colombianos e a comunidade internacional. Os países garante – espécie de fiadores da negociação – manifestaram-se em nota conjunta solicitando às partes que iniciem “a quinta rodada de conversações com a urgência que a situação merece”.

A nova rodada de negociação deveria ter começado na quarta-feira, mas foi cancelada pelo presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, depois deo ELN realizar diversos ataques a forças policiais e instalações petrolíferas. Os atos de violência ocorreram poucas horas depois de se encerrar o prazo do cessar-fogo provisório assinado em setembro.


Santos reiterou que não retomará as conversas antes que o ELN suspenda todas as ações violentas. Justamente neste fim de semana, o presidente recebe o secretário-geral da ONU, António Guterres. Na pauta, estará o papel das Nações Unidas no processo de paz na Colômbia.

A presença do ONU na mesa de diálogo foi considerada fundamental para os acordos alcançados anteriormente com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o próprio Exército de Libertação Nacional. O mesmo vale para o grupo de países garante, do qual o Brasil faz parte junto com o Chile, Cuba, Noruega e Venezuela, além do Equador, que é sede da mesa de diálogo.


Em nota, o Itamaraty registrou que “lamenta os atos de violência” e diz confiar “que logo sejam retomadas as tratativas entre as Partes e criadas as condições para o estabelecimento de novo cessar-fogo”. “O governo brasileiro renova sua melhor disposição para seguir contribuindo, como garante, para o êxito das negociações do processo de paz”, encerra a nota.

Internamente, a suspensão das negociações repercute no campo político. Líderes sociais e autoridades de cinco regiões da Colômbia fizeram um chamado para que o governo volte a sentar à mesa com a guerrilha.


Rodrigo Londoño, chefe da Farc e candidato à Presidência da República pelo partido em que se transformou a ex-guerrilha, publicou vídeo em que pede a retomada dos diálogos de paz. Em 2016, Londoño assinou o acordo de paz definitivo entre as Farc e o governo.

“Apesar das dificuldades, é uma obrigação moral e uma atitude ética a persistência na busca de saídas negociadas”, diz o líder da ex-guerrilha. “Os recentes atos de violência devem ser investigados rigorosamente e as responsabilidades deve ser assumidas, mas o desejo de paz não pode ser enterrado por acontecimentos pontuais.”

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.