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Secretário dos EUA diz que Brasil não pode ‘tirar vantagem’ de empresas americanas

Em audiência, Scott Bessent afirmou ainda que EUA pressionam o Brasil contra a tributação de serviços digitais

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, criticou a tributação de serviços digitais pelo Brasil.
  • Os EUA pressionam o Brasil e outros países contra impostos que afetam empresas americanas de tecnologia.
  • O Brasil liderou a resistência contra a prorrogação de uma moratória sobre tarifas em transmissões eletrônicas na OMC.
  • Os EUA propuseram novas tarifas sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais desleais e questões ambientais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Secretário do Tesouro: 'Estamos pressionando, seja na Europa, seja no Brasil, contra esses impostos' Kylie Cooper/Reuters - 03.06.2026

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (4) que o governo americano tem pressionado o Brasil e outros parceiros comerciais contra a adoção de tributos sobre serviços digitais, conhecidos como Impostos sobre Serviços Digitais.

Durante audiência na Câmara dos Representantes, Bessent citou nominalmente o Brasil ao comentar a estratégia de Washington para enfrentar iniciativas que, na visão dos EUA, afetam de forma desproporcional empresas americanas de tecnologia.

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“Estamos pressionando, seja na Europa, seja no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais”, declarou.

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Segundo o secretário, os EUA defendem os interesses de suas companhias de tecnologia nas negociações comerciais com outros países.

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“Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas”, argumentou.

Brasil barrou renovação de norma que proibia tarifas

Em março deste ano, durante a 14ª Conferência Ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil se colocou contra a prorrogação da moratória que proibia tarifas sobre transmissões eletrônicas desde 1998.

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A medida acabou expirando no fim daquele mês, visto que era necessário consenso unânime para renovar a moratória. Dessa forma, os países voltaram a tributar transmissões que cruzam suas fronteiras, como streamings, softwares, jogos e serviços em nuvem.

Estados Unidos e União Europeia pressionavam por uma prorrogação de longo prazo de cinco anos, mas o Brasil liderou a resistência, defendendo uma renovação máxima de dois anos.

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Tarifaço dos EUA sobre o Brasil

Os comentários de Bessent sobre o Brasil foram feitos dias após os Estados Unidos proporem novas tarifas sobre produtos importados do Brasil.

O governo americano sugeriu uma taxa de 25%, sob a alegação de que as práticas comerciais do Brasil são desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal; e outra de 12,5%, por falha no combate ao trabalho forçado.

Os Estados Unidos iniciaram uma fase de consulta antes de oficializar as sanções econômicas. O Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.

O Palácio do Planalto lamentou ambas as propostas e manifestou indignação com as conclusões da gestão americana. O Executivo disse que pode adotar a Lei da Reciprocidade, caso seja necessário.

“O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.”

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