Logo R7.com
RecordPlus

Sete manifestantes morrem em conflitos no aniversário de revolta no Egito

Internacional|Do R7

  • Google News

CAIRO, 25 Jan (Reuters) - Sete pessoas foram mortas durante manifestações contra o governo egípcio neste sábado, enquanto milhares de pessoas protestavam em apoio às autoridades conduzidas pelo Exército, destacando as irregulares rupturas políticas do país três anos após a queda do presidente autocrata Hosni Mubarak.

Forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e dispararam tiros para o alto a fim de tentar evitar que os manifestantes de oposição ao governo alcançassem a Praça Tahrir, o coração simbólico do levante de 2011 que depôs o ex-comandante da Força Aérea.


Enquanto a polícia tentava acalmar as ruas de Cairo castigadas por conflitos políticos, um carro-bomba explodiu perto de um acampamento policial na cidade egípcia de Suez, informaram as forças de segurança.

A explosão, que foi sucedida por uma feroz troca de tiros, sugeriu que os militantes islamitas que se opõem ao general Abdel Fatah al-Sisi estão intensificando a revolta. Mas a crescente violência não prejudicou a popularidade do general.


Em vez de comemorar a queda Mubarak, um grande número de egípcios se reuniam na praça para jurar apoio ao chefe do Exército que depôs o primeiro presidente eleito livremente no ano passado.

A comemoração voltada a Sisi destacou o desejo predominante desses egípcios por um militar decidido que usufrui da confiança deles para encerrar a agitação política que tem afetado o Egito desde a Primavera Árabe em 2011, e que também vem prejudicando a economia.


Mas um fim para a violência nas ruas não parecia estar à vista. Não muito distante da Praça Tahrir, policiais em uniformes negros empunhando rifles de assalto atiraram bombas de gás lacrimogênio em repressão aos protestantes anti-governo, durante aproximadamente duas horas.

Quatro manifestantes foram mortos em diferentes partes da capital, para onde veículos blindados de combate foram enviados a fim de tentar manter a ordem, e qualquer um que tentasse entrar na praça tinha que passar por um detector de metais.

(Reportagem de Sameh Bardisi e Maggie Fick)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.