Seul, Tóquio e Washington iniciam exercícios com protestos da Coreia do Norte
Internacional|Do R7
Seul, 10 out (EFE).- Coreia do Sul, EUA e Japão iniciaram nesta quinta-feira as manobras militares conjuntas em águas sul-coreanas que colocaram em alerta o Exército da Coreia do Norte, que as considera como uma "ameaça de ataque nuclear". Os exercícios, que deveriam ter começado na última terça-feira, mas foram suspensos pela chegada de um tufão no extremo sul da península coreana, começaram na manhã de hoje, informou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul. Seul, Tóquio e Washington organizam essas manobras anualmente como parte do treinamento rotineiro dos três países para coordenar suas forças devido à ameaça que representa o regime de Kim Jong-un. Como resposta aos exercícios militares dos aliados, a Coreia do Norte pôs suas tropas em estado de alerta nesta semana e "preparadas para iniciar operações", informou a agência estatal "KCNA". As manobras contam com a participação do USS George Washington, um grande porta-aviões americano de propulsão nuclear com capacidade para até 70 caças, além do cruzador USS Antietam e do contra torpedeiro USS Preble, os dois com sistemas de mísseis teleguiados. A Coreia do Norte considerou a presença do porta-aviões americano nas águas do sul da península como uma ameaça de ataque nuclear, por isso advertiu os EUA que suas ações podem causar "os desastres mais imprevisíveis". Os exercícios também contam com os contra torpedeiros Aegis e aviões de combate da Coreia do Sul e do Japão, que vão treinar operações de busca e resgate no mar. Com isso, a tensão aumentou na península coreana, prejudicando as perspectivas de diálogo abertas nos últimos meses. Em março e abril deste ano, a tensão aumentou muito na região, devido a uma intensa campanha de hostilidades da Coreia do Norte. Os EUA se comprometem a defender a Coreia do Sul em caso de conflito armado com o Norte e para isso mantêm 28,5 mil soldados em território sul-coreano, um resquício da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício, que não foi substituído por um tratado de paz definitivo até hoje. EFE aaf/rpr












