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‘Sistema de governança da ONU não serve mais para o mundo atual’, diz analista

Especialista enxerga que poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança teve efeitos adversos ao longo do tempo

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Segurança da ONU iniciou negociações para uma resolução sobre a guerra no Oriente Médio, proposta por países como os EUA e Bahrein.
  • Se aprovada, prevê sanções ao Irã e autorização para ações internacionais se o país continuar a atacar embarcações no estreito de Ormuz.
  • Especialistas apontam a fragilidade da ONU e sua incapacidade de impor respeito às potências mundiais, questionando sua relevância atual.
  • A agilidade na criação de um tratado é incerta, com a expectativa de que questões fundamentais sejam discutidas antes de propostas específicas.

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Ao longo desta quarta-feira (6), o Conselho de Segurança das Nações Unidas começou a negociar uma resolução para a guerra no Oriente Médio elaborada por Estados Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o texto é “um teste de utilidade da ONU”.

Se aceito, passa a tornar-se realidade a aplicação de sanções contra o Irã e a autorização de forças internacionais do grupo para interferir no país caso ele continue a atacar embarcações no estreito de Ormuz. O modelo de veto adotado pelo Conselho, todavia, dificilmente fará com que a proposta seja aceita, de acordo com o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena.


Uau. . . quem esperava, né?
Os cinco membros permanentes no Conselho são: China, EUA, França, Reino Unido e Rússia Reprodução / Record News

“Ele [veto] tinha, no passado, a visão de uma pacificação global. Hoje ele é instrumentalizado pelos membros do Conselho de Segurança para que não leve a uma diminuição do poder ou dos interesses desses países, mesmo que isso custe vidas humanas”, explicou em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (6).

O especialista enxerga a ONU em uma posição “extremamente fragilizada” e que não consegue impor respeito às grandes potências mundiais. “É um sistema de governança que não serve mais para o mundo atual”. O fato de os membros da organização não conseguirem usar o poder militar dentro das decisões do grupo foi outro fator que diminuiu a relevância dele.


“Por isso a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) hoje tem respeito. Porque tem exércitos capazes de fazer o reforço em outros países a partir de suas próprias decisões”, comenta.

Lucena também não é otimista em relação à agilidade no desenvolvimento de um tratado e diz que ambos os lados irão primeiro mencionar os “elefantes da sala”, nas palavras dele, antes de definir propostas mais específicas e benéficas para os dois.

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