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Social-democratas alemães querem governo de coalizão no país

Quase metade dos alemães (47 %) ficariam satisfeitos com tal aliança

Internacional|Do R7

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Chanceler alemã Angela Merkel
Chanceler alemã Angela Merkel

Uma integrante do alto escalão do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD, na sigla em alemão) disse que sua sigla iniciará na semana que vem conversas com os conservadores da chanceler Angela Merkel para formar um governo de coalizão, o que pode encerrar um impasse político na maior economia da Europa.

Na quinta-feira o SPD votou a favor do início das discussões com os conservadores, apesar de ter prometido anteriormente ir para a oposição por ter sofrido, em setembro, seu pior resultado eleitoral no pós-guerra.


As consultas entre Merkel, seu aliado bávaro Horst Seehofer e o líder do SPD, Martin Schulz, além dos líderes parlamentares dos três partidos, começará em Berlim na noite de quarta-feira.

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O resultado das conversas continua em aberto, e uma "grande coalizão" entre o SPD e os conservadores não é algo certo, disse Andrea Nahles, líder parlamentar do SPD, à rádio Deutschlandfunk nesta sexta-feira.

"Não é mais nem menos do que ter conversas", afirmou Andrea.


"Não é automático que acabaremos em uma grande coalizão --pelo contrário, discussões duras são necessárias, e não sei em que os conservadores estão preparados para trabalhar conosco."

Merkel, que comanda o país há 12 anos, espera que o SPD concorde com uma repetição da grande coalizão que governou a Alemanha nos últimos quatro anos. Ela foi forçada a se voltar aos social-democratas depois que tratativas com os ambientalistas dos Verdes e com os liberais do Partido dos Democratas Livres (FDP) a respeito de uma aliança tripartite fracassaram.


Seu bloco conservador saudou a decisão do SPD de iniciar conversas exploratórias, mas as partes terão que decidir mais tarde se avançam para negociações propriamente ditas de uma coalizão.

Uma maioria de 70 por cento dos alemães acredita na formação de uma grande coalizão, como revelou uma pesquisa do instituto Forsa para a emissora ZDF nesta sexta-feira.

A sondagem mostrou que quase metade dos alemães (47 %) ficariam satisfeitos com tal aliança. Cerca de um terço (36 por cento) desaprova outra aliança conservadora, que faria da sigla de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) o maior partido da oposição.

O SPD ganhou 2 pontos na pesquisa Forsa, chegando a 23 por cento, e os conservadores recuaram 1 ponto, ficando com 32 por cento das preferências. Os dois campos viram sua parcela de votos encolher na votação de setembro, complicando a aritmética para a formação de um novo governo. A "grande coalizão" existente antes das eleições segue como governo interino.

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