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Soldado russo é pendurado de cabeça para baixo em tortura dentro da tropa; veja

Gravações mostram agressões, choques elétricos, humilhações públicas e ameaças contra tropas enviadas para a guerra na Ucrânia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vídeos divulgados no Telegram mostram abusos e violência dentro do Exército russo durante a guerra na Ucrânia.
  • Soldados são punidos com agressões físicas, humilhações públicas e ameaças por desobedecerem ordens ou se recusarem a participar de missões.
  • Gravações revelam práticas como espancamentos, choques elétricos e humilhações, com soldados sendo forçados a situações degradantes.
  • Relatos indicam que muitos soldados vêm de regiões pobres da Rússia, enquanto moradores de cidades ricas conseguem evitar o recrutamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagens publicadas no Telegram mostram oficial russo agredindo soldado Reprodução/Telegram

Um vídeo divulgado em canais no Telegram voltou a expor a violência dentro das forças armadas da Rússia durante a guerra na Ucrânia. As imagens mostram um soldado enrolado em plástico filme, pendurado de cabeça para baixo em uma árvore e sendo agredido pelo próprio comandante em uma área de floresta.

No registro, o militar aparece completamente envolto em camadas de plástico, formando uma espécie de casulo, enquanto gira suspenso pela árvore. O comandante desfere tapas repetidos no rosto do soldado, enquanto outros militares observam a cena, riem e incentivam as agressões. O homem pendurado pode ser ouvido gemendo de dor.


Segundo o jornal Daily Mail, não há confirmação sobre o motivo da punição, mas o episódio segue um padrão de abusos relatados dentro do Exército russo. De acordo com os relatos, soldados que se recusam a cumprir ordens, abandonam missões consideradas suicidas ou permanecem afastados por questões médicas podem sofrer represálias violentas de superiores.

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As imagens divulgadas recentemente se somam a uma série de vídeos semelhantes que circulam nas redes sociais desde o início da guerra. Em abril, outro registro mostrou um soldado quase nu sendo obrigado a comer terra dentro de uma vala enquanto era insultado pelo comandante.


No vídeo, o militar, vestindo apenas roupas íntimas, afirma estar com as costelas machucadas. Mesmo assim, o superior continua os insultos e ameaça enviá-lo novamente para missões de combate. Em determinado momento, o comandante menciona que o soldado participaria de uma operação com uma mina terrestre, chamada por eles de “panqueca”, que poderia explodir a qualquer instante.

Outros vídeos reunidos nos últimos meses mostram situações semelhantes envolvendo militares russos. Em algumas gravações, homens aparecem nus dentro de buracos enquanto comandantes atiram no chão próximo aos corpos e ordenam que permaneçam ali até aprenderem a obedecer.


Há ainda registros de soldados obrigados a rastejar na lama enquanto superiores chutam terra em seus rostos e os agridem com golpes na cabeça. Em outro vídeo, um homem de meia-idade aparece preso pelo pescoço dentro de uma caixa enquanto um comandante o provoca oferecendo comida antes de jogar água sobre ele.

(Atenção: imagens fortes! A imagem abaixo contém cenas de violência e agressão que podem causar desconforto.)


Vídeo mostra momento em que oficial russo bate em soldado imobilizado Reprodução/Telegram

Uma das gravações mais chocantes mostra homens seminus amarrados em árvores sendo forçados a latir como cães. Em seguida, os comandantes urinam sobre os soldados enquanto zombam deles diante de outros militares.

Também foram divulgadas imagens atribuídas à 132ª Brigada do Exército russo. Nelas, dois soldados aparecem presos com fita adesiva em uma árvore. Um deles tem um balde colocado sobre a cabeça enquanto um comandante o chuta repetidamente. Durante as agressões, o superior pergunta por que os militares teriam se recusado a cumprir ordens.

Outro vídeo mostra um soldado acusado de roubo sendo espancado enquanto comandantes escrevem “eu sou ladrão” em seu peito com marcador preto. Vestido de maneira considerada humilhante pelos próprios militares, ele é obrigado a dançar diante do grupo.

Em uma gravação diferente, um homem aparece gritando no chão enquanto recebe choques elétricos repetidos aplicados por soldados que riem durante a tortura.

Os relatos também incluem denúncias de militares feridos enviados de volta para a linha de frente mesmo utilizando muletas. Em outras gravações, soldados afirmam sobreviver com batatas roubadas em trincheiras ucranianas porque não recebem suprimentos adequados do próprio Exército russo.

Segundo os relatos citados pelo Daily Mail, comandantes estariam enviando tropas para ofensivas chamadas de “tempestades de carne”, operações descritas como missões praticamente suicidas nas quais os soldados avançam repetidamente até ficarem sem munição ou serem mortos.

As novas imagens surgem no momento em que autoridades britânicas afirmam que as perdas russas na guerra atingiram níveis ainda maiores do que os estimados anteriormente. A chefe da agência de inteligência GCHQ, Anne Keast-Butler, declarou que quase meio milhão de soldados russos teriam morrido desde o início do conflito.

O número supera estimativas anteriores feitas pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, organização sediada em Washington, que havia calculado cerca de 350 mil mortes.

Segundo relatos, muitos dos homens enviados para a guerra vêm de regiões pobres e afastadas da Rússia, incluindo minorias étnicas, moradores de pequenas cidades, pessoas em situação de vulnerabilidade e até prisioneiros recrutados para o conflito.

De acordo com reportagem do veículo independente Vyorstka, policiais russos chegaram a receber pagamentos por cada detido recrutado para lutar na Ucrânia. Ainda conforme os relatos, métodos como espancamentos e choques elétricos seriam usados para pressionar homens a assinarem contratos militares.

Enquanto isso, moradores de cidades mais ricas, como Moscou, conseguiriam evitar o recrutamento por meio de subornos ou dispensas médicas.

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