Suposto ataque de gás na Síria deixa 3 mortos, segundo rebeldes
Internacional|Do R7
Cairo, 13 abr (EFE).- Um suposto ataque com gás lançado pelas forças do regime de Bashar al Assad na cidade de Aleppo, na Síria, deixou três pessoas mortas e dezesseis feridas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A organização denunciou que um helicóptero lançou duas pequenas bombas contra um imóvel no bairro de Al Sheikh Maqsud, o que causou a morte de duas crianças e uma mulher. Moradores do local asseguraram ao Observatório que escutaram o barulho de um helicóptero sobrevoando a zona e duas explosões contra a casa. Quando entraram na residência, os moradores encontraram corpos e feridos (alguns deles desmaiados), que foram levados para a cidade de Afarin. Os médicos afirmaram que os feridos tinham sintomas de alucinações, fortes vômitos, abundante mucosidade nasal e ardência nos olhos. Um deles chegou a perder a visão, segundo a organização. O presidente do Observatório, Rami Abdul Rahman, disse à Agência Efe que se desconhece o tipo de arma usada no ataque, por isso a organização pediu à ONU e à Cruz Vermelha que enviem urgentemente equipes para examinarem as vítimas e determinaram qual seria o tipo do suposto gás utilizado. Estas informações não puderam ser verificadas devido às restrições impostas pelo regime ao trabalho da imprensa. O suposto ataque ocorreu em meio à polêmica sobre a possível utilização de armas químicas no conflito sírio. O regime de Damasco rejeitou na segunda-feira passada receber uma equipe técnica da ONU para investigar o possível uso de armas químicas. Países como França e Reino Unido pediram à ONU que averigue o possível emprego de armas químicas na Síria, tanto por parte dos rebeldes como do governo sírio. Neste sábado, o jornal britânico "The Times" assegurou que o Ministério da Defesa do Reino Unido achou pela primeira vez provas do uso de armas químicas na Síria. Segundo fontes do ministério não identificadas, análises legistas constataram a utilização de "algum tipo de arma química" em uma zona próxima a Damasco, onde ocorreram duros enfrentamentos entre os partidários do regime de Bashar al Assad e os rebeldes. No entanto, o jornal não informou se as supostas armas químicas teriam sido usadas por forças governamentais ou pela oposição. Os Estados Unidos, da mesma forma que o Reino Unido, advertiu que o uso de armas químicas na Síria seria a "linha vermelha" que justificaria uma intervenção. A Síria vive desde março de 2011 uma situação de guerra civil que já matou mais de 70.000 vítimas. EFE aj-bds/dk












