Supostos ataques de rebeldes ugandenses na RDC mata pelo menos 18 pessoas
Internacional|Do R7
Kinshasa, 16 abr (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram e quatro municípios foram incendiados em uma nova onda de ataques perpetrados supostamente por rebeldes ugandenses da Frente Democrática Aliada (ADF) na cidade de Beni, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC). Assim comunicou nesta quinta-feira à Agência Efe o presidente da organização Sociedade Civil de Beni, Teddy Kataliko, enquanto fontes governamentais especificaram que este número de vítimas é "provisório" e pode aumentar. O ataque aconteceu ontem na área de Mbau, a 30 quilômetros de Beni, uma das cidades mais importantes da conflituosa província de Kivu do Norte, rica em recursos naturais e minerais e base de vários grupos armados. O governador provincial, Julien Paluku, indicou que após o massacre de ontem, perpetrado com facões, hoje foram encontrados novos corpos nas povoações de Ambenge e Wikemo, assim como nas florestas próximas. A maior parte das vítimas se escondia no local quando aconteceu o ataque com facões por membros da ADF. "As Forças Armadas da RDC (FARDC) continuam rastreando a zona, que foi isolada", acrescentou o governador. A ONG Sociedade Civil de Beni reivindicou hoje que seja lançada uma operação militar a grande escala nesta zona para terminar com os ataques do ADF, que aumentou suas ações nos últimos meses. Entre outubro e dezembro de 2014, mais de 200 civis foram massacrados por homens armados em Beni, segundo um relatório elaborado pela sociedade civil local. O ADF iniciou sua campanha de violência em 1996 no distrito de Kasese, no oeste de Uganda, após se expandir para várias zonas próximas à fronteira com a RDC. O grupo é uma das organizações armadas que seguem atuando na RDC após o desarmamento em novembro do grupo rebelde M23, que chegou a controlar boa parte da região. EFE py/ff













