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Suprema Corte dos EUA determina que polícia pode recolher DNA logo após detenções

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 3 Jun (Reuters) - Em uma grande vitória para os órgãos encarregados da aplicação da lei, uma dividida Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira que a polícia pode recolher uma amostra de DNA de alguém que foi preso e indiciado, mas não condenado por um crime grave.

Em uma estreita votação, por 5 a 4, o tribunal deu a vitória ao Estado de Maryland ao considerar que a retirada de amostras de DNA de presos se assemelha ao colhimento de impressões digitais.

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Dos 50 Estados do país, 29 têm leis que permitem em certos casos recolher as amostras de DNA antes da condenação, como faz o governo federal. Todos os outros 49 Estados apoiaram Maryland no caso.

A Suprema Corte reverteu a decisão tomada em abril pelo mais alto tribunal de Maryland, que anulou a condenação e prisão perpétua de Alonzo Jay King, em 2010, por um estupro cometido sete anos antes.

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O juiz da Suprema Corte Anthony Kennedy, cuja opinião foi a da maioria, disse que amostras de DNA podem ser tomadas se a polícia tem causa provável para deter um suspeito por acusações relacionadas a uma "ofensa grave".

Tirar uma amostra utilizando um cotonete em uma bochecha é "como tomar impressões digitais e fotografar, um procedimento legítimo da polícia", escreveu ele.

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Portanto, de acordo com Kennedy, o direito conferido a King pela Quarta Emenda da Constituição dos EUA, de permanecer livre por considerar que a busca e a apreensão foram injustificadas, não foi violado.

A decisão provocou vigorosa reação do juiz Antonin Scalia, que acusou a maioria de minar a proteção consagrada pela Quarta Emenda. As juízas Ruth Bader Ginsburg, Sonia Sotomayor e Elena Kagan, todas da ala liberal da corte, ficaram do lado de Scalia.

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O procurador-geral de Maryland, Douglas Gansler, saudou a decisão, qualificando-a de "vitória retumbante para a aplicação da lei." Ele disse que leis como a de Maryland ajudam a fechar "casos insolúveis" e podem contribuir para inocentar aqueles injustamente acusados.

Os advogados de King, da Defensoria Pública de Maryland, não responderam aos pedidos para comentar o assunto.

(Reportagem de Lawrence Hurley)

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