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Supremo analisa recursos que podem modificar penas de condenados no Mensalão

Internacional|Do R7

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Brasília, 5 set (EFE).- O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta quinta-feira as apelações de um dos condenados no mensalão, rejeitou as de outro e passou a discutir os últimos recursos possíveis, que pedem um novo processo para pelo menos 11 réus. Durante a sessão de hoje, o Supremo analisou as duas últimas apelações apresentadas pelos 25 condenados neste processo, que se refere a uma rede de corrupção tecida pelo PT em 2002, quando o agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder pela primeira vez. Mediante a essa rede, o PT financiou campanhas e subornou dirigentes de outros quatro partidos, segundo o STF considerou provado. Na sessão desta quinta-feira, o pedido de redução de pena imposto para João Claudio Genu, ex-assessor do Partido Progressista (PP) fo aceito após ele alegar que recebeu uma pena de sete anos e três meses de prisão, quando os então deputados Pedro Corrêa e Pedro Henry, seus chefes nessa formação e também envolvidos, tiveram uma pena menor. O Supremo aceitou a "incongruência" de sua decisão inicial e optou por reduzir a pena de Genu para quatro anos, o que lhe permitiria ser beneficiado pelo regime semi-aberto, que só o obrigaria a dormir na prisão. A última apelação julgada pelo Supremo nesta fase foi a apresentada por Rogério Tolentino, um dos sócios de duas empresas de publicidade que estão implicadas em casos de corrupção. Tolentino foi condenado a oito anos de prisão pelos delitos de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha, uma sentença que foi ratificada pela maioria dos magistrados. Concluída hoje a primeira fase de apelações, o Supremo já ratificou as penas aplicadas a quase todos os condenados, salvo nos casos de Genu e do agente da bolsa Breno Fischberg, que também teve a pena um pouco reduzida. No último capítulo do processo, serão julgados recursos aos que os réus que foram condenados têm direito, apesar de terem tido pelo menos quatro votos a favor da inocência entre os 11 membros do Supremo. Estão nessa situação 11 condenados e entre eles destaca-se o caso do ex-ministro da Presidência José Dirceu, que na época era considerado a "mão direita" de Lula e que recebeu uma pena de dez anos e dez meses de prisão. Se esses últimos recursos forem aceitos, os réus que beneficiados podem até ter direito a um novo julgamento. Segundo disseram fontes do PT, Dirceu reuniu hoje vários amigos para seguir pela televisão o julgamento desde sua residência da cidade de São Paulo. Se os últimos recursos forem rechaçados, as sentenças serão consideradas firmes e o tribunal poderá expedir imediatamente as correspondentes ordens de prisão, mas a Suprema Corte não confirmou se os debates serão concluídos hoje ou ficarão pendentes para a próxima semana. EFE ed/ff

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