Suspeito de massacre em cinema do Colorado se declarará inocente por problemas mentais
Os familiares das vítimas puseram em dúvida a doença de Holmes, já que este planejou cuidadosamente o ataque
Internacional|Do R7

James Holmes, o suposto autor do tiroteio em julho do ano passado em um cinema de Aurora (Estados Unidos), no qual morreram 12 pessoas e outras 70 ficaram feridas, se declarará inocente por instabilidade mental, informou nesta terça-feira (7) o jornal local Denver Post.
O juiz William Sylvester registrou em março por sua conta uma declaração de "inocente" para Holmes, a fim de avançar no processo perante as tentativas da defesa de atrasá-lo.
No final desse mês, a defesa de Holmes revelou que o acusado aceitava declarar-se culpado em troca de uma condenação à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, mas a promotoria rejeitou este acordo.
Esta mudança na estratégia da defesa, que será solicitada formalmente na próxima segunda-feira, passa por argumentar que Holmes sofre problemas mentais e apresentará várias moções para assegurar-se que o acusado seja internado em um centro psiquiátrico e não na prisão.
Holmes, de 25 anos, está acusado de 166 crimes relacionados com o massacre.
O juiz advertiu previamente que se Holmes alegar doença mental e se declarar inocente deverá submeter-se a um teste de polígrafo ou exames psiquiátricos narcoanalíticos, como o conhecido "soro da verdade", para determinar se está lúcido e mente.
A defesa considera essas técnicas anticonstitucionais e criticou as leis do Estado do Colorado por permiti-las, assim como por não respeitar a confidencialidade médica se o acusado declara doença mental.
Em caso de alegar loucura, algo que lhe permitiria um regime de reclusão muito mais leve, o juiz antecipou ainda que deverão ser conhecidos todos seus antecedentes psiquiátricos.
Os familiares das vítimas puseram em dúvida a doença de Holmes, já que este planejou cuidadosamente o ataque ao cinema e encheu seu apartamento com armadilhas explosivas com a aparente intenção de despistar a polícia e poder atuar com mais tranquilidade na sala de cinema.
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