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Suu Kyi afirma que Constituição birmanesa é "injusta e antidemocrática"

Internacional|Do R7

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Naypiydaw, 14 nov (EFE).- A líder opositora birmanesa e nobel da paz, Aung San Suu Kyi, indicou nesta sexta-feira que a Constituição birmanesa, redigida pelos militares em 2008, é "injusta e antidemocrática" e pediu uma reforma do texto. Suu Kyi foi casada com um estrangeiro e seus filhos têm passaporte britânico, por isso que, segundo a Constituição, não pode se apresentar como candidata à presidência. "É gratificante ter uma Constituição escrita pensanda em mim", disse ironicamente a nobel da paz, que compareceu perante a imprensa junto com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Yangun. Suu Kyi, que ganhou uma cadeira no parlamento em 2012, alertou contra o "sobre otimismo" que pode levar à "complacência" com o processo de reformas no país. "Nosso processo de reformas está em um caminho com buracos, mas isto é algo que podemos negociar com compromissos", disse a líder opositora. Perante as eleições do ano que vem, Suu Kyi disse que nem tudo está em jogo. "É certo que todo o mundo quer ganhar, nós também. Mas o mais importante é como ganhar. Prefiro perder que ganhar com a estratégia incorreta", apontou a vencedora do prêmio nobel. "Se queremos democracia, temos que aprender a viver com seus princípios (...). A violência não soluciona os problemas, por isso temos um estado de Direito. Não teremos harmonia sem segurança", sentenciou Aung San Suu Kyi. EFE nc/ff

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