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Talibã enfrenta forças afegãs em cidade próxima do Irã

Após forças do governo pensarem que tinham expulsado os rebeldes, combatentes saíram de esconderijo e realizaram ataques em Farah

Internacional|Do R7

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Combatentes do Talibã realizaram ataque em Farah
Combatentes do Talibã realizaram ataque em Farah

Combatentes do Talibã saíram de esconderijos na calada da noite e realizaram ataques na cidade afegã de Farah, enfrentando forças do governo que pensavam ter expulsado os insurgentes depois de confrontos intensos ocorridos nesta semana, disseram moradores e autoridades.

Os combatentes fortemente armados haviam se escondido em áreas residenciais depois de um ataque surpresa de terça-feira (15) em que quase capturaram Farah, até que tropas afegãs apoiadas pelo poderio aéreo dos Estados Unidos os repeliram.


"De um lado havia o Talibã e do outro aviões de guerra disparando do ar. As pessoas ficaram aterrorizadas", disse o lojista Qudratullah.

Os insurgentes do Talibã deixaram seus esconderijos cerca de uma hora antes da meia-noite de quarta-feira, alguns deles alvejando as forças de segurança dos telhados, e os tiroteios duraram até as primeiras horas desta quinta-feira.


Ao menos um homem-bomba cometeu um atentado perto da sede local da polícia.

Zona militar


"A cidade foi transformada em uma zona militar, as pessoas estão preocupadas e as lojas estão fechadas", disse o morador Baz Mohammad. "Depois do que aconteceu ontem à noite, tudo pode acontecer".

As escolas também receberam ordem de fechamento até o final do mês do Ramadã, que teve início nesta quinta-feira, por causa da situação de segurança, disse Kabir Haqmal, assessor de mídia do Ministério da Educação.


Depois de meses de calma relativa durante o inverno, os confrontos mais recentes enfatizam o desafio enfrentado pelo governo de Cabul e seus aliados norte-americanos, que vêm tendo dificuldade para conter a insurgência do Talibã.

Os EUA enviaram milhares de treinadores adicionais para ajudar as forças afegãs e aumentaram dramaticamente os ataques aéreos visando pressionar o Talibã a voltar à mesa de negociações, mas há poucos sinais de que o plano está funcionando.

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