Taxistas de Assunção divulgarão campanha contra o turismo sexual infantil
Internacional|Do R7
Assunção, 14 mar (EFE).- O governo paraguaio apresentou neste sábado uma campanha contra o turismo sexual de menores, cuja divulgação será feita pelos taxistas de Assunção. Os táxis carregarão mensagens para conscientizar as pessoas sobre o problema, além de mostrar um número de telefone para que as autoridades possam receber denúncias para os casos de exploração infantil. "Não ao turismo sexual de menores" é o lema que figura nas capas dos assentos e nos adesivos dos carros. A mensagem foi distribuída para mais de mil veículos e os táxis foram escolhidos por terem um maior contato com os turistas. Os primeiros itens da campanha foram entregues em pleno coração da cidade a um grupo de taxistas que assistiram palestras para se sensibilizarem sobre o tamanho do problema. Responsável pela campanha, a secretária nacional de turismo, Marcela Bacigalupo, afirmou que até o momento não foram realizados estudos sobre a incidência do turismo sexual infantil no Paraguai. "Não há ferramentas para estatísticas e por isso queremos contar com um sistema de denúncias através de uma linha que estará diretamente conectada com a procuradoria", disse Bacigalupo. Segundo ela, o objetivo é que o problema não encontre as portas abertas no Paraguai, por isso a campanha será transferida posteriormente às fronteiras com Argentina e Brasil, onde há uma população mais vulnerável à exploração sexual, disse Bacigalupo. Ao apresentar oficialmente a campanha, a secretária classificou a iniciativa como uma "cruzada" que envolverá o governo, o Ministério Público, as associações turísticas e de taxistas da capital paraguaia. "Com o envolvimento de todos os setores, começamos esta cruzada nacional para dizer não ao turismo sexual, cuidando do patrimônio mais valioso de nosso país, que são nossos meninos, nossas meninas e nossas mulheres", afirmou. Em outubro, as associações de turismo do Paraguai assinaram um compromisso com o Código Ético de Turismo, do qual um dos princípios é a proteção de crianças e adolescentes. EFE jm/cav (foto)







