Terremotos na Venezuela podem causar de 10 mil a 100 mil mortes, diz agência dos EUA
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, perdas econômicas estimadas são de 1% a 7% do PIB do país
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
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O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos, na sigla em inglês) estimou que os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) podem provocar entre 10 mil e 100 mil mortes.
Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na tarde de quarta. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e foram sentidos em diversas regiões venezuelanas, incluindo a capital Caracas, onde houve registro de desabamentos, danos estruturais e interrupções de serviços essenciais.
De acordo com o USGS, o primeiro sismo ocorreu próximo à cidade de San Felipe, seguido 39 segundos depois por um segundo abalo ainda mais intenso na região de Morón, ambos no centro-norte do país.
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“É provável que haja um grande número de vítimas e danos extensos, e o desastre provavelmente é generalizado”, afirmou a agência do governo americano.
Segundo o USGS, a população venezuelana vive “em estruturas vulneráveis a tremores sísmicos", feitas de “alvenaria de tijolos sem reforço e blocos de adobe”.
Especialistas do USGS alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de resgate avançam e novas informações chegam das áreas mais afetadas. Os terremotos já são considerados os mais devastadores registrados na Venezuela em décadas.
Devastação na economia
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, as perdas econômicas estimadas são de 1% a 7% do PIB da Venezuela.
Baseado em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), o PIB venezuelano projetado para 2026 é de US$ 111,3 bilhões (aproximadamente R$ 580 bilhões, na cotação atual), portanto, o prejuízo pode variar de US$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 5,7 bilhões, na cotação atual) a US$ 7,7 bilhões (aproximadamente R$ 40,1 bilhões, na cotação atual).
Estado de emergência
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que será criado um fundo inicial de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão, na cotação atual), utilizando recursos do FMI para reconstruir infraestrutura, hospitais e moradias.
Diante da dimensão da tragédia, Rodríguez decretou estado de emergência nacional e mobilizou forças de defesa civil, bombeiros e equipes de resgate para atuar nas áreas mais atingidas.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, a mandatária pediu união à população e destacou que a prioridade do governo é salvar vidas.
As regiões mais afetadas incluem Caracas e o estado de La Guaira, onde edifícios desabaram e milhares de pessoas precisaram deixar suas residências.
Hospitais trabalham sob forte pressão para atender os feridos, enquanto equipes de busca continuam procurando desaparecidos em áreas atingidas pelos colapsos estruturais.
O principal aeroporto internacional do país, em Maiquetía, teve operações suspensas após relatos de danos em sua infraestrutura. Autoridades também determinaram a suspensão de aulas e de atividades não essenciais em várias localidades até a conclusão das inspeções de segurança.
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