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Terremotos na Venezuela podem deixar uma ‘zona de vulnerabilidade’, diz geólogo

Abalos que atingiram o país na noite da última quarta (24) deixaram ao menos 164 mortos e 1.000 feridos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um terremoto de magnitude entre 7.2 e 7.5 atingiu 160 km a oeste de Caracas, causando destruição significativa.
  • O epicentro foi localizado a 21 km de Morón, e o tremor foi sentido em países vizinhos como Colômbia e Brasil.
  • O evento ocorreu devido à interação entre as placas tectônicas do Caribe e sul-americana, acumulando energia ao longo dos anos.
  • Há preocupação com novos tremores, que podem criar zonas de vulnerabilidade geológica ou geotécnica na região afetada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os terremotos que atingiram a capital da Venezuela na noite da última quarta-feira (24) deixaram um rastro de destruição na região Norte do país. Os abalos, de magnitude 7,2 e 7,5, também foram sentidos em países vizinhos, como Colômbia e Brasil. Ao menos 164 pessoas morreram e 1.000 ficaram feridas.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o geólogo Abdel Hach explicou que o fenômeno ocorreu devido à interação entre as placas tectônicas do Caribe e da sul-americana. A área é conhecida pela atividade sísmica devido à presença de falhas que acumulam energia ao longo dos anos até liberá-la em forma de tremores.


Área devastada, com escombros e estruturas colapsadas. No primeiro plano, há duas pessoas sobre os destroços, uma delas apontando para o que restou de um prédio parcialmente destruído.
Abalos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram um rastro de destruição no Norte do país Reprodução/Record News

“Com os eventos geológicos, com a dinâmica geológica mecânica de rochas, você tem um acúmulo de energia estática na parte geomecânica. E, com o tempo, quando o acúmulo dessa energia estática se transforma em uma energia elástica, aí, nesse caso, você tem esse evento”, diz.

Segundo o geólogo, a preocupação agora é com a possibilidade de novos tremores mais intensos, prejudicando o resgate das vítimas. “Depois do choque, você tem essas ondas de menor porte. Mas, dependendo da área por onde passou essa onda maior de 7,2, 7,5, ela pode deixar uma zona de vulnerabilidade geológica ou geotécnica.”


Apesar disso, essa distribuição está ligada a muitos fatores. “Depende da vulnerabilidade da área, da parte geomecânica de absorção dos materiais, dos índices físicos da geotecnia da região, se temos rochas consolidadas, com uma energia geomecânica consolidada, robusta, ou se existe material disperso. Ou seja, essa ramificação ou da distribuição de energia de menor escala, ela não vai causar um dano maior, mas isso é muito relativo”, pontua.

Hach destacou ainda que é possível prever esses eventos por meio de tecnologia: “Hoje, com a tecnologia, com os estudos científicos que a gente tem, a gente consegue entender e prever com antecedência esses eventos geológicos, sim, principalmente com essa amplitude”.

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