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Tiro de policial matou menina curda na Bélgica, admitem procuradores

No início a procuradoria negou responsabilidade da polícia, que na última semana perseguiu a van em que estava a menina, desconfiando de terrorismo

Internacional|Eugenio Goussinsky, do R7 com agências

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Governo belga também garantiu investigações
Governo belga também garantiu investigações

A procuradoria de Mons, na Bélgica, admitiu que a menina curda de dois anos foi morta por um policial na última semana. Ele atirou na van em que estava a menina, desconfiando de que o veículo poderia estar levando terroristas.

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A van transportava 30 pessoas, sendo 26 adultos, todos de origem curda. Eram imigrantes supostamente ilegais que estavam se dirigindo para o Sul da Bélgica. A van supostamente não atendeu ao pedido de parada feito pelos policiais.

Na quinta-feira (18), a Procuradoria não admitiu que os tiros partiram da polícia, citando como possíveis causas um golpe, um acidente causado pelo motorista ou uma doença.


Uma espécie de corregedoria da polícia belga, conhecida como Comitê P, abriu investigações para saber detalhes do ocorrido. O procurador Ignacio de la Serna descreveu o estado de ânimo do policial.

— O oficial que abriu fogo está desconsolado. Ele não queria nem poderia ter imaginado isso. É um evento trágico do qual todos se arrependem, incluindo os policiais.


O governo belga também se manifestou a respeito, por meio do ministro do Interior, Jan Jambon, que, na sexta-feira, escreveu um post no Twitter, garantindo que haverá investigações.

— Evento trágico com consequências dramáticas. Investigação em andamento.


Desde os atentados de Paris, em 13 de novembro de 2015, a Bélgica mantém vigilância reforçada em vários locais, mesmo tendo reduzido o estado de alerta em janeiro último. Os atentados em Paris foram organizados na Bélgica por jihadistas inspirados no Daesh.

A região de Molenbeek, em Bruxelas, também foi cenário para a estruturação de dois atentados na própria cidade, em março de 2016.

Na ocasião, um homem-bomba realizou um ataque suicida no aerporto, onde também houve a explosão de uma bomba dentro de uma bolsa. Quase simultaneamente, outro atendado suicida ocorreu em linha do metrô.

Os atentados causaram a morte de 35 pessoas e deixaram outras 300 feridas. Desde então a Bélgica vem mantendo atenção especial em relação aos imigrantes, tendo elevado para 4 o grau de alerta, nos momentos de maior tensão.

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