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Tiroteio entre Exército e partidários de presidente deposto deixa mortos e feridos no Egito

Pelo menos quatro pessoas morreram; porta-voz da Irmandade Muçulmana pede segurança

Internacional|, com R7

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A Irmandade Muçulmana do Egito protesta contra o recente golpe de Estado
A Irmandade Muçulmana do Egito protesta contra o recente golpe de Estado MAHMUD KHALED/AFP

Quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas nesta sexta-feira (5), em um tiroteio entre o Exército e partidários do presidente deposto Mohammed Mursi no Cairo.

Os disparos ocorreram perto do prédio da Guarda Republicana, uma unidade militar encarregada de proteger a Presidência egípcia.


A Irmandade Muçulmana protesta contra o recente golpe militar, que depôs o presidente Mohammed Mursi e nomeou em seu lugar o chefe do Supremo Tribunal Constitucional, Adli Mansour.

A principal concentração acontece na praça Rabea al Adauiya, no Cairo, onde os islamitas protagonizaram nos últimos dias manifestações para defender a legitimidade de Mursi, que foi eleito democraticamente no ano passado.


O porta-voz da Irmandade, Ahmed Aref, insistiu ontem que as manifestações devem ser pacíficas e pediu às instituições do Estado garantias de segurança.

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Desde que as Forças Armadas deram um golpe contra Mursi na quarta-feira (3), apoiadas por outras forças políticas e líderes religiosos, os partidários do islamita continuaram fazendo protestos, sendo que alguns terminaram em distúrbios.

O paradeiro do líder deposto continua desconhecido de forma oficial, mas a Irmandade Muçulmana afirma que ele está sob custódia militar e incomunicável.


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