‘Todo mundo está passando a culpa para o Trump, mas ele não é o único culpado’, diz analista sobre guerra
Recuo de potências ocidentais e disputa por responsabilidades marcam os bastidores do conflito, avalia Marcelo Suano
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos e Irã sinalizaram discordância e rejeitaram, nesta segunda-feira (6), o plano de paz encabeçado pelo Paquistão, que prevê um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do estreito de Ormuz. Em entrevista ao Hora News, o consultor de risco político e relações internacionais Marcelo Suano analisa que o recuo do ex‑presidente Donald Trump indica uma tentativa de redistribuir responsabilidades sobre a escalada da guerra.
“Quando você olha esse recuo do Donald Trump, a primeira questão que vem à mente é: ‘opa, então significa que ele acaba podendo admitir a possibilidade de se estender e dizer, eu lavo minhas mãos e jogo a culpa para quem também tem culpa’. Não estou dizendo que a guerra se iniciou com culpa excluída dos Estados Unidos ou que apenas a Europa é culpada, mas a Europa também tem culpa disso”, diz.

Suano também aponta que países europeus têm se afastado do conflito por razões internas e estratégicas, buscando reduzir sua exposição à crise e transferir parte da responsabilidade para outros atores internacionais.
“Cada vez mais os europeus estão recuando, ou porque têm problemas internos muito graves, ou porque estão com medo de ataques terroristas em seu território, ou porque estão com receio da questão dos gastos militares que haverá, razão pela qual eles acabarão tendo que arcar internamente, diante da sociedade, com esses custos. Então todo mundo está passando a culpa para os Estados Unidos, para Israel e para o Trump em especial. E o Trump não é o único culpado, não”, destaca.
Segundo o consultor, um dos objetivos centrais de Teerã com o conflito é enfraquecer o Ocidente e ampliar sua influência no Oriente Médio: “O objetivo da guerra era exatamente a queda de um regime que tinha como ponto de partida a destruição de Israel, a destruição do Ocidente, o confronto com o Ocidente e o controle de todo o Oriente Médio, de forma que a queda do regime estava sim no cenário”, diz.
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