Tribunal do Egito condena um islamita à morte e 13 à prisão perpétua
Internacional|Do R7
Cairo, 19 mai (EFE).- Um tribunal do Egito condenou nesta segunda-feira um islamita à morte, 13 à prisão perpétua e 43 a penas entre 15 e dez anos de detenção por participarem de atos violentos na cidade portuária de Alexandria, informou a agência oficial "Mena". O tribunal sentenciou à pena capital um dos acusados, identificado como Mahmoud Hassan Ramadã, por jogar menores de idade do terraço de um edifício durante os protestos e atos de violência ocorridos em 5 de julho, dois dias depois da destituição do ex-presidente Mohammed Mursi pelos militares. Além disso, condenou 13 acusados, que pertencem a vários grupos islamitas, a prisão perpétua. Mais oito pessoas foram condenadas a quinze anos de prisão, e 35 a dez anos de prisão por seu envolvimento nos atos de violência que ocorreram neste dia na cidade de Alexandria. Segundo a agência "Mena", esses distúrbios causaram um total de 18 mortos e 200 feridos. Ontem, um tribunal egípcio condenou 163 seguidores da organização Irmandade Muçulmana a dez anos de prisão por participarem de protestos e por tentativas de assassinato, entre outras causas. Em 28 de abril, o Tribunal Penal de Minia, no sul do país, condenou a morte 720 supostos seguidores da Irmandade, incluído o seu líder, Mohammed Badia, por cometerem atos de violência em dois casos separados. Dos 720, o tribunal condenou definitivamente 37, enquanto ordenou que o caso dos outros fossem levados ao mufti do Egito, máxima autoridade religiosa do país, o que segundo o sistema judiciário egípcio significa que foram condenados à morte de maneira provisória. As autoridades egípcias declararam no final do ano passado a Irmandade Muçulmana um "grupo terrorista" e desde a destituição de Mursi prenderam um grande número de islamitas. EFE aj-ms/dk









